Microconto #85

Mal me quer.
Dizem que após a morte os olhos registram alguns segundos. Tanto é que depois do tiro ainda pode ver a última pétala cair.

Microconto #84

- Você é um idiota apaixonante.
- Você é uma imbecil carinhosa.
E como sempre, eles terminaram e voltaram o namoro dentro da mesma conversa.

Microconto #83

A melhor visão daquele acidente deveria ser a de fora. Que por sinal, ele não pode ver.

Microconto #82

Sócrates ensinou Platão, que ensinou Aristóteles, que ensinou Alexandre, que ensinou Alexandre IV que não teve tempo de ensinar ninguém.

Microconto #81

Por mais que tentasse começar uma história com era uma vez, sabia que no final não viveriam felizes para sempre.

Microconto #80

Arrancar a rosa foi doido, mas devolvê-la à terra em forma de coroa, a 7 palmos, foi muito mais.

Microconto #79

Lembrava sempre de não passar em baixo de escada e de não cruzar com gato preto, mas esqueceu de colocar o cinto de segurança.

Microconto #78

Mesmo sem falar com ninguém, era bem conhecida pelos vizinhos. 5° andar. Janela do meio. Trocava-se sempre às 20h.

Microconto #77

Diferente do futebol de domingo a tarde, os melhores momentos da vida não passaram em câmera lenta.

Segunda Edição do 140 Letras

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Além de fomentar a criatividade literária, o 140 Letras tem como objetivo, integrar na mesma rede social, grupos de pessoas interessadas em determinado tema. O concurso acontece no Twitter e é destinado a todo e qualquer usuário do microblog.

Regras básicas:

- Os textos precisam ser escritos em português;
- Ter no máximo 140 caracteres;
- E dentro dessa margem, devem conter a tag #140 para identificação;
- Só.


Podem ser escritos quantos microcontos o participante achar necessário. Mas só serão aceitos os que forem publicados entre 0h de 19/4/2009 (domingo) e 23h59 de 2/5/2009 (sábado), pelo horário de Brasília.

Os jurados dessa edição:

- Ator - Ivam Cabral (@ivamcabral);
- Produtora Cultural - Liliane Ferrari (@lilianeferrari);
- Escritora - Liliane Prata (@liliprata);
- Produtor Musical - Pena Schmidt (@penas);
- E esse que voz escreve, Publicitário - Tiago Moralles (@tfmoralles).

O concurso é organizado pelo Roberto Moreno (@robertomoreno) e para mais informações acesse o site
140 Letras ou siga o 140 pelo Twitter (@140letras) e boa sorte.

Microconto #76

As luzes automotivas passavam. O ponto tremia de solidão. Nada do ônibus. Tudo indicava uma noite na rua.

Microconto #75

Fugindo do incêndio para a cidade, o máximo que os animais fizeram, foi mudar o estilo da extinção.

Microconto #74

Nunca acreditou naquelas histórias para dormir. Só ficava quieto porque era reconfortante o sorriso de iludida felicidade da mãe.

Equador – Miguel Sousa Tavares

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Deixando de lado todo o caso criado em torno da possibilidade de plágio sobre a obra. Miguel Sousa Tavares, com um olhar jornalístico, consegue trazer detalhes que poderiam muito bem passarem despercebidos aos devaneios de escritores mais distraídos.

Equador conta uma história no meio da História. Um romance com diálogos interessantes, faz com que sua leitura seja fluída e agradável. Luís Bernardo, personagem nomeado para ser o principal, leva-nos a lugares distantes e possibilidades questionáveis.

Tratando de temas claros sobre a política e a escravidão, Miguel coloca os romances apenas como amparos para a narrativa. As expectativas são bem trabalhadas, consegui me sentir interessado para ler o Epílogo, tanto quanto espero normalmente por um desenrolar extra após os créditos no cinema.

Sem cometer Spoiler, o fim se arrasta para algo que parece óbvio com o desfecho da história, mas que, novamente, os detalhes de Miguel conseguem fazer toda a diferença.

Quase uma história

Era digno de ser amado por qualquer bela dama. Além de beleza externa, seu corpo fazia-se o santuário de uma boa mente. As únicas coisas que não o tornava capaz de chamar atenção era sua falta de auto-estima e coragem. Simples detalhes, mas que iam de encontro as suas qualidades.

Levava uma boa vida no reino. Levava muito mais que vida, levava também encomendas dos senhorios, dos armazéns e dos mercados abertos. Como podes perceber, esse se consagra o personagem de nossa história, que por sinal, um personagem sem nome para que a vossa mente possa trabalhar.

Como comentado, sua rotina de mesmices não o permitia se destacar dos demais carregadores, de tal forma que carregava também o anonimato.

Para explicar um pouco o cenário e não desgastar demais a mente do leitor, o reino era formado por três famílias que comandavam: o plantio, o comércio e as leis. Não se sabe quando a distribuição foi feita, mas o que se sabe é que é bem respeitada. Nunca as famílias entraram em desacordo, o que serviria de ótimo exemplo para a sociedade moderna.

Para não fugir das lendas, cada família possuía uma dama que aqui não quero chamar de princesa. Os descendentes homens eram inéditos naquele reino, principalmente pela tradição não permitir mais do que uma concepção real. Obviamente que herdeiros seriam necessários; o mais certo seriam três, mas a necessidade de esse conto não atingir uma proporção cansativa à leitura, fez com que ficássemos com um só.

Então vamos aos acontecimentos.

Uma disputa foi organizada por um dos reis. Nada foi divulgado a respeito dos combates, dos concorrentes e das armas, só o que era sabido é que aquilo transformaria a vida do vencedor. Colocá-lo-ia em uma posição privilegiada, de destaque e de glórias principalmente.

Na manhã que antecedia o tão aguardado confronto, subitamente nosso personagem foi encontrado morto na entrada da floresta próxima. Nada de marcas ou vestígios que pudessem de algum modo, incriminar outro cavaleiro. Nada de nada. Uma morte seca, estúpida e o pior, inesperada. Nunca caro leitor, eu ia imaginar que o nosso personagem morreria antes do desfecho. Nunca. Se você ficou surpreso, imagine eu que não sei mais o que escrever.

Microconto #73

A irresponsabilidade das 4 rodas nunca mais foi possível sobre as 2 da cadeira.

Concurso de Tirinha

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E não é que deu certo. O blog Joãos e Joanas do queridíssimo parceiro Pedro Balboni está realizando um concurso de tirinhas.

A especialização dele é essa, criar casos do cotidiano, satirizados pela visão de Joaninhas. O objetivo do concurso era simples, criar sua própria tirinha, sua própria história e sua própria joaninha.
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Fiz isso e lá estou, na final. A votação rola até segunda-feira (05/04), clique
aqui e deixe seu voto nos comentários, se quiser uma dica, eu iria na tirinha número 2, nada de especial, só opinião pessoal.

Update: 06/04/09 às 16h45

DEU "NÓIS". OBRIGADO A QUEM VOTOU. CLICA AQUI PRA VER O RESULTADO FINAL.

Microconto #72

Primeiro foi a porta do quarto, depois a da sala e por último o portão. Ele foi embora, e naquela casa, não bateria mais nada.

Microconto #71

A convulsão nervosa sempre teve um lado bom: quando não queria ir para a escola, ninguém insistia.