Quase uma história

Era digno de ser amado por qualquer bela dama. Além de beleza externa, seu corpo fazia-se o santuário de uma boa mente. As únicas coisas que não o tornava capaz de chamar atenção era sua falta de auto-estima e coragem. Simples detalhes, mas que iam de encontro as suas qualidades.

Levava uma boa vida no reino. Levava muito mais que vida, levava também encomendas dos senhorios, dos armazéns e dos mercados abertos. Como podes perceber, esse se consagra o personagem de nossa história, que por sinal, um personagem sem nome para que a vossa mente possa trabalhar.

Como comentado, sua rotina de mesmices não o permitia se destacar dos demais carregadores, de tal forma que carregava também o anonimato.

Para explicar um pouco o cenário e não desgastar demais a mente do leitor, o reino era formado por três famílias que comandavam: o plantio, o comércio e as leis. Não se sabe quando a distribuição foi feita, mas o que se sabe é que é bem respeitada. Nunca as famílias entraram em desacordo, o que serviria de ótimo exemplo para a sociedade moderna.

Para não fugir das lendas, cada família possuía uma dama que aqui não quero chamar de princesa. Os descendentes homens eram inéditos naquele reino, principalmente pela tradição não permitir mais do que uma concepção real. Obviamente que herdeiros seriam necessários; o mais certo seriam três, mas a necessidade de esse conto não atingir uma proporção cansativa à leitura, fez com que ficássemos com um só.

Então vamos aos acontecimentos.

Uma disputa foi organizada por um dos reis. Nada foi divulgado a respeito dos combates, dos concorrentes e das armas, só o que era sabido é que aquilo transformaria a vida do vencedor. Colocá-lo-ia em uma posição privilegiada, de destaque e de glórias principalmente.

Na manhã que antecedia o tão aguardado confronto, subitamente nosso personagem foi encontrado morto na entrada da floresta próxima. Nada de marcas ou vestígios que pudessem de algum modo, incriminar outro cavaleiro. Nada de nada. Uma morte seca, estúpida e o pior, inesperada. Nunca caro leitor, eu ia imaginar que o nosso personagem morreria antes do desfecho. Nunca. Se você ficou surpreso, imagine eu que não sei mais o que escrever.

8 comentários:

Felipe A. Carriço disse...

HAUHAUA...

Sei como é caro narrador. Acontece muito comigo! HEHE

Texto interessante brother...

Abraços!

Tiago Moralles disse...

Obrigado caro leitor.

Brian disse...

Desgraçado ESCRITOR.
RSRS.

Tiago Moralles disse...

Eu acho que Machado não ia gostar muito da avacalhação de seu estilo hehe.

G. Borges disse...

Filho da mama!

Saiu à francesa da história.

Very Cool.

Tiago Moralles disse...

Mas nem era na França a história hehe.

Valeu Gé.

Gordinha disse...

KKKKKKKKkkkkk! Eu e o Fê estavamos discutindo ontem o pq da necessidade de se matar os personagens, rendeu assunto esse texto aí!

Gostei mesmo desse!

Bjs !
=D

Tiago Moralles disse...

Eu também não sei a necessidade de matar os personagens, mas quando eu vejo, a maioria já está morta hehe.