Das coisas boas que você me ensina,
eu só quero que você repita.
Dos pedaços de histórias que dividimos,
eu só quero que você não esqueça.
Das saudades que já senti,
eu só quero que você também sinta.
Das vontades que tenho,
eu só quero que você não canse.
Das vezes que pensa em mim,
eu só quero que você goste.
Das faltas que me faz,
eu só quero que você me pague.
Das tristezas que acontecem,
eu só quero que você me console.
Das graças que faço,
eu só quero que você sempre ria.
Dos pequenos prazeres que vivo,
eu só quero que você faça parte.
Dos grandes momentos que chegam,
eu só quero que você compartilhe.
Dos pedidos que tenho pra fazer,
eu só quero que você me namore.
Microconto #396
O primeiro pedido no poço dos desejos, foi para que a fonte nunca funcionasse.
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Microconto #395
Pra não cair de novo na vida, dessa vez amarrou bem a corda no pescoço.
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Microconto #392
A agonia das vítimas era música pros seus ouvidos.
Usava o bisturi como um maestro da dor.
Usava o bisturi como um maestro da dor.
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Microconto #390
Reencontrei o amor relendo suas cartas antigas.
Passei a escrever pra você no passado.
Passei a escrever pra você no passado.
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Microconto #389
Entrou na vida dela como um truque de mágica: pediu silêncio, cobriu os olhos e o resto ficou por conta da serra elétrica.
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Microconto #388
O poeta suspirou lentamente e pensou sozinho: por que será que na vida real as coisas não rimam?
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Microconto #387
Ver a família reunida, os filhos brincando e a mulher sorridente.
Sonhou com isso os últimos 97 dias que ficou em coma.
Sonhou com isso os últimos 97 dias que ficou em coma.
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Microconto #386
A caminho do trabalho, sem problemas com horário, uma cigana se aproxima na rua e pede pra ler meu futuro.
A curiosidade é maior que a vergonha, e como ninguém em volta parece notar, estendo a mão e deixo.
Ela pega.
Olha.
Mexe.
Me encara.
Respira fundo.
E vai embora calada.
A curiosidade é maior que a vergonha, e como ninguém em volta parece notar, estendo a mão e deixo.
Ela pega.
Olha.
Mexe.
Me encara.
Respira fundo.
E vai embora calada.
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Microconto #385
18 quilômetros de tédio, 34 graus de raiva e duas crianças chorando estresse no banco de trás.
Nada que uma cerveja a beira mar não resolvesse.
Nada que uma cerveja a beira mar não resolvesse.
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