É cada líquido que a gente produz quando tá apaixonado

O que cola meu corpo
no teu
é atrito.
Eu melo de mim
tua secura de solidão.
Chove hoje
sal
na nossa caatinga.
O mato cresce
e mata
o vazio
com verde íris. 
Como é bela
a cor do teu jeito
de me olhar.
Oxalá não faltem sorrisos
em minha cara
pra plantar na tua.
Tudo que sai daqui
reflete aí
no aconchego dessa casa colo.
Eu acarinho
tu acarinhas
nos acarinhamos
êta verbo danado
é esse
de alisar teu cangote

com palavras.

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