Poderia ir mais além e comentar sobre minha alegria de o Senhor Button não ter levado tantos prêmios, e, principalmente, sobre a alegria prévia de Batman não ter nem sido indicado às grandes categorias. Poderia dizer que fiquei triste de Heath Ledger não estar presente para levar sua tão merecida estatueta. Poderia falar um pouco dos estrangeiros, das animações ou fazer comentários pedantes sobre som, mixagem, edição, montagem, roteirizações e outras coisas das quais, infelizmente, não tenho conhecimento para opinar.
Por isso, ficarei somente nos indicados a melhor filme.
Descarto Benjamin Button logo de início. Um filme que caiu rapidamente nas graças da internet por seus belos efeitos especiais, porém, com fraca maquiagem (muito mais digna para Hellboy II, e só também), achei o filme carregado de releituras já usadas e muito (mas muito), comercial.
Frost/Nixon por achar que não chegou lá. Tinha uma filmagem interessante, um figurino interessante, uma fotografia interessante, uma história interessante, mas um filme desinteressante.
The Reader ainda não vi, mas infelizmente só pelas expectativas criadas não fará diferente minha opinião, mas qualquer coisa, volto e faço uma retratação. E ainda acho que Kate Winslet levou o boneco dourado mais por incapacidade das adversárias.
Vamos agora para a parte mais tensa.
Milk, muito bom filme, com ótima história, roteiro e interpretações. Ao lado de Slumdog Millionaire, considerava-os favoritos da noite (entre os cinco, não que isso dê a eles o status de melhores filmes do ano). Pesando as informações, não achei tão justo o prêmio para Slumdog. Apesar de ser um estereótipo da pobreza e como muitos puderam perceber, semelhante em alguns momentos a Cidade de Deus. O filme retrata grandes problemas da Índia, que precisaram vestir uma camuflagem comercial para atingir o mundo e alcançar o estrelato.
Apesar disso, o filme marca um ótimo ponto para a indústria indiana que vem crescendo assustadoramente. A parceria americana mostra um pouco de reconhecimento do mundo para aquele pedaço de continente. O filme não foi bem aceito no país de origem, justamente por essa camuflagem supra citada, mas, que mesmo assim, conseguiu com sua fotografia, música e a tão inusitada e criticada dança que faz parte da cultura local, agradar os olhos do mundo e dar mais um passo para quem sabe, uma futura concorrência cinematográfica de peso e quem sabe, até melhor que a norte-americana.














