A primeira vez que eu morri, foi de amor

Num dia meu coração tava batendo normal.
No outro, simplesmente acelerou.
É difícil explicar a sensação pra quem nunca morreu.
É uma mistura de prazer e dor.
Porque é como se o seu coração fosse abraçado
mas,
é como se fosse abraçado até esmagar.
Aí, chega uma hora que você começa a pensar
“quantas coisas eu vou deixar de fazer agora que morri de amor?”
As festas que não vou mais. Os jantares que vou recusar. Os amigos que vou esquecer. O trabalho que vou perder. As viagens que vão sumir.
Morrer, no fim das contas, é uma triste liberdade.
Você abre mão de tudo, pra começar uma nova jornada.
E como toda jornada, você vai deixar coisas pra trás.
Mas, tudo bem, porque toda morte de amor, faz seu coração abrir espaço, e todo coração com espaço consegue levar novas histórias, e toda história que aparece pode te mostrar lugares, e todo lugar que você descobre consegue te apresentar pessoas, e toda pessoa que surge tem a chance de entupir sua veia da paixão, e quando você tá entupido de paixão... cuidado, vai com calma, é hora de cuidar do coração, porque foi assim que eu morri de amor da primeira vez.

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