A roupa de cama sempre foi nossa segunda pele

Sonhei com você essa noite. E, apesar de ter amado te ver eu não lembro de tudo. Sei que foi um sonho bom. Ontem, quando deitei, a cama tava fria. Tinham dois travesseiros e até hoje eu não sei porque ainda tenho dois travesseiros depois que você foi embora. Hoje, sem você, eu mal me encaixo no teu cheiro. São demais dois travesseiros.

Lembrando do sonho eu lembrei de quando a gente ficava aqui assistindo, matando o tempo, curtindo e se aquecendo. Às vezes, nem frio tava, cê lembra? Mas eu lembro que não foi sobre isso que eu sonhei. A parte que eu mais lembro do sonho, e isso você sabe o valor que tem, já que lembrar não é o que eu sei fazer de melhor, era que o sonho foi sobre dormir.

O sonho me fez pensar como a gente se aproveitou pouco nesse sentido. Tipo, toda vez que a gente deitava, a gente só pensava em fazer outras coisas, como se o prazer fosse inédito. Como se o tesão nunca mais fosse voltar, e, se a gente perdesse um segundo conversando ou beijando ou descansando, a vida deixaria de fazer sentido.

Ontem a noite eu percebi, na cama fria, que ao invés de putaria, a gente podia também ter dormido um pouco mais.

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