Dengue. Mosquito aliado ou da oposição?

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Só gostaria de apresentar alguns números antes de começar a escrever o que penso a respeito.

Mais de 2000 casos constatados em um mês; mais de 48 mortes confirmadas e o incrível índice de uma contaminação a cada novo minuto.

É mais ou menos assim que o Rio de Janeiro recebe enfim, a confirmação por parte do governo (se é assim que podemos chamá-lo) sobre a evidência de uma epidemia. O problema deixa de ser iminente e passa a tomar proporções eminentes (como é o futuro de quase todas as outras mazelas sofridas pela população). Ele dá um pouco de culpa para todos, de forma indireta ao governo e direta à população.

O que vem em questão agora é, será que essa demora por parte do governo carioca em assumir o problema efetivamente como epidemia (mais por questões políticas, claro), não prejudicou a conscientização prévia da população? Será que isso não vai maximizar os resultados dessa decisão ridiculamente política? E a população, como fica em meio a esse jogo imundo de poder?

Nem toda campanha pode salvar uma boa ação. Com divulgações na TV, impressas, panfletos, agentes sanitários e até no Big Brother Brasil, os governantes tentaram precaver um assunto que irremediavelmente viria à tona. Será que em alguns casos como esse não valia a pena por parte do poder político, deixar de lado a mesquinhez e a visão “umbigal” (neologismo provindo da expressão, olhar para o próprio umbigo hehe)? Se em parte o poder público erra, a população também leva uma boa parcela dessa culpa. Por que nós temos tanta dificuldade em adotar algumas medidas para a resolução de questões que, com certeza, prejudicarão a nós mesmos futuramente.

Lixo, poluição, doenças, mendicância e dengue; será que não seria necessário às vezes por parte do governo, atitudes mais coercivas? Assim como o poder empresarial, onde muitas pessoas funcionam não a base de incentivos, mas de “castigos”, não poderia ser adotadas medidas mais severas quanto a atos assim? Não poderia ser adotadas medidas mais eficazes contra os bandidos? Não poderia ocorrer mais agilidade quanto à aprovação de boas propostas para a população? Os processos não poderiam ser menos burocráticos e sim, mais ágeis e firmes em suas decisões? Não poderíamos ter menos ladrões no congresso e dessa forma menos fome no país? Bem, acho que enquanto muitas decisões políticas não deixarem de ser literalmente políticas, continuaremos a ter problemas.

Só um conselho, do jeito que andam as coisas, cuidado com as próximas epidemias.

4 comentários:

Fezinha disse...

A epidemia de dengue com certeza é algo extremamente alarmante, porém, mais preocupante ainda são os politicos, que diferentemente do mosquito, se reproduzem em meio à sujeira.
No entanto, temos que conver que a culpa não cabe nem só a população, nem totalmente ao governo.Se a situação chegou a este ponto, foi por descaso de ambas as partes.
Agora, o mesmo governo que ignorou, treina funcionários dos hospitais públicos para diagnosticarem mais rápido os casos da doença e a mesma população que não tampou suas caixas d'água ou virou suas garrafas espera nas enormes filas, o atendimento ou a morte.
É...esse é nosso Brasil Tropical!

Tiago Fidelis Moralles disse...

Bela observação Fê.
Concordo plenamente que o descaso é de ambas as partes.
Beijos.

Mari disse...

Os políticos hoje estão preocupados em aprovar leis para o próprio benefício...aumento de salário, ajuda de custo (como se precisassem)...
Enquanto isso a população ta ai...doente, esquecida...
E os anos passam...e nada muda...ja to perdendo as esperanças...

Tiago Fidelis Moralles disse...

Aprovam leis em benefício próprio, aumentam o salário, aumentam a ajuda de custo, recebem mensalão, contratam parentes para cargo de confiança, adquirem cartão corporativo, pegam também bolsa família, ufa. Vai ganhar dinheiro assim lá longe.
Beijo.