Água para elefantes

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Há algumas postagens atrás, escrevi sobre um livro do Cirque du Soleil e o último post era sobre leitura; para aproveitar o gancho vou comentar sobre outro livro de outro segmento, que também conta com um circo. “Água para elefantes”, traz uma leitura agradável acompanhada de uma história simples. O livro te coloca perto dos personagens, em minha opinião mais por causa de Rosie (você vai entender o porquê). Digo (quer dizer, escrevo) isso, pois me senti isso.

Não é só porque a história é bem entrelaçada, mas, tenho certeza que é a mescla feita por Sara Gruen, entre simplesmente contar e colocar um pouco de drama, que a fez funcionar muito bem. Ela narra o dia a dia da vida de Jacob, um senhor de idade bem avançada e vivendo em um “asilo”, que após a chegada de um circo na cidade, passa a viver paralelamente com flash’s, suas recordações da juventude.

Por tratar pessoas em situações comuns a qualquer um e também por utilizar-se inteligentemente do apego inconsciente do ser humano (alguns pelo menos) com os animais, Sara prende o leitor em momentos de expectativa e nos repudia em outros com situações por vezes deprimentes.

O que mais me chamou a atenção não foi o lado de leitor, e sim a nota final da autora, veja bem, precisei ler um livro inteiro para me apaixonar por ele no final, e nem foi no final da história, foi no final do livro literalmente. Foi saber de toda a busca feita (não que não haja isso para a criação de outros livros) e de todo repertório acumulado nessas buscas e de como foi muito bem explorado.

Não estou querendo dizer para você abrir o livro no final e ver a nota; leia-o e crie suas expectativas, talvez entenda o motivo do carinho que desenvolvi por Rosie (que nem é a personagem central) e que com certeza a autora também desenvolveu. Por isso, vai aqui mais uma dica, “Água para elefantes” de Sara Gruen.

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