Cheiro é igual a piada do gosto, cada um tem o seu

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Cada pessoa gosta de um perfume diferente, justamente por que cada um gosta de suas particularidades. Uns preferem algo mais amadeirado enquanto outros preferem algo mais cítrico, tem até gente que gosta de perfume doce (sinceramente eu nunca ouvi dizer que o cheiro tem gosto, mas tudo bem).

Todos falam em O Boticário, Avon, Natura e outras, mas até agora aqui no Brasil, a única empresa que se especializou nesse serviço e atende os clientes com seus gostos variados, é a Essenza Reale
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A Essenza comercializa perfumes normalmente, mas em uma área Sob Medida
permite aos clientes criarem um aroma exclusivo, através de um questionário que abrange temas como, suas características, tipo de pele, cabelo, memórias olfativas e seu jeito de ser.

O perfumista cria a fragrância através da mistura de famílias olfativas, e o mais legal, é que depois disso o perfume é registrado na ANVISA com o seu nome e só você poderá ter acesso à combinação. Genial. Será que sai caro para eu comprar o meu próprio cheiro?

Microconto #3

Acreditava em bicho papão, loira do banheiro, velho do saco, lobisomem, saci, duende e ET. Mas, promessa eleitoral, aí já era demais.

Considerações sobre algumas fotos

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Ormond Gigli – Freiras
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São Paulo, um dia de setembro de 2008, um horário da tarde que eu não vou lembrar qual era; havia esquecido o relógio.

Local, MAC
(Museu de Arte Contemporânea). 3º andar do prédio da Bienal. Zona Sul de São Paulo.

Após uma sucessão de rampas paralelamente opostas, foi possível chegar ao destino previamente planejado.

Exposição, Fotógrafos da Vida Moderna. Uma sala ampla, com iluminação um tanto quanto baixa, paredes escuras e fileiras intermináveis com mais de 150 fotografias, sequencialmente penduradas em molduras protegidas por placas de vidro.

O espaço não era dedicado exclusivamente a um único fotógrafo, uma reunião de trabalhos e autores das mais variadas localidades, preenchia os espaços disponíveis nas paredes do salão. Os trabalhos variavam também em suas épocas, iam desde a década de 20 até a de 50.

Percorrendo o salão, era impossível não reparar em alguns balcões centrais que traziam, não só mais fotografias, como livros, documentos e revistas da época. Revistas que por vezes até faziam parte de alguns dos trabalhos em exposição. Como era o caso da foto de Getúlio Vargas com o crucifixo em “mãos”. Fora os stands centrais, uma TV instalada no local transmitia imagens relacionadas.

Deixando de lado o insuportável som que pessoas mal informadas produziam com conversas bilaterais, nada mais podia ser ouvido na exposição, que com simples imagens conseguia transmitir histórias e essências.

Desculpem-me os artistas, mas meu pouco conhecimento fotográfico não me permitia saber que gelatina e prata era uma técnica fotográfica, mas era isso mesmo que registravam os painéis.

As fotografias apresentadas nessa exposição, mais do que contar registros de uma época, mostram uma renovação da arte, da cultura e da imaginação, que a cada tempo se faz presente entre nós com suas técnicas, criando e recriando símbolos.

Saí de lá quase do mesmo jeito que entrei, tinha sim um novo olhar sobre o mundo, as coisas, as pessoas e as formas, mas, continuava não sabendo que horas eram.

Microconto #2

Aprendeu várias coisas na vida. Que quando casar não sara; rato não come só queijo; coelho não bota ovo e de cego o amor não tem nada.

Blogar é difícil?

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Se você acha que sim é porque ainda não conhece esse Blog.

Em uma iniciativa um tanto quanto ousado e inovadora, as Casas André Luiz colocaram no ar o blog Nossos Poetas, dedicado a contar histórias e biografias daqueles que sofrem de algum tipo de deficiência.

Se fosse só isso, já seria novidade, mas não é. O blog, mais do que criar uma ponte com o mundo, serve para divulgar os textos e poesias escritos pelos pacientes. Isso mesmo, eles ESCREVEM seus próprios textos. E os que são privados de algum tipo de locomoção, fazem-nos por meio de um sistema conhecido como Bliss de Comunicação Alternativa
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Uma lição de vida, uma injeção de ânimo e um tapa na preguiça fala a verdade.

E você? Ainda acha difícil Blogar?

Microconto #1

Nasceu, alimentou-se, cresceu, reproduziu-se e morreu. Tudo isso em apenas 2 dias. Poucos sabem, mas vida de mosca é curta assim mesmo.

Twitter, pra quê?

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Era essa minha mente quando fiquei sabendo sobre o Twitter, mais uma ferramenta de rede social conhecida como microblogging. No começo eu não mexia (tá, tudo bem, confesso, não sabia o que era), mas que depois por curiosidade passei a fuçar.

Gosto de escrever, mas muitas vezes não só por falta de tempo, acho que a objetividade é importantíssima. Pra quem não conhece, lá, o usuário se comunica escrevendo um texto dentro de um espaço amostral de 140 caracteres. Incluir links, falar sobre o dia, o tempo, a internet, a vida, o mundo, a blogosfera, as tendências, qualquer coisa que caiba nesse espaço, é como parafrasear Voltaire, filósofo francês, "Escrever é a arte de cortar palavras." (genial como exercício para quem busca ser sucinto).

Recentemente tomei conhecimento pelo próprio Twitter, sobre um concurso de micro contos. Escrever algo interessante, engraçado, sem ou com sentido, sei lá, qualquer coisa, mas que caiba em 140 caracteres. Bem, na verdade não são exatamente 140, pois no Twitter existem as tags de busca, e para participar do concurso era necessária a inclusão da tag #140, o que já diminuía seu espaço para 136 caracteres, e se você for metódico como eu, vai dar um espaço depois da tag e vão te restar assim, somente 135.

A graça toda foi começar a escrever e descobrir que viraria um hobby. Gostei da idéia, e seguindo o momento, como o concurso já acabou, será criada a partir de agora uma nova categoria aqui no PENATES, "Microcontos". Continuarei utilizando a temática de 135 (140) caracteres. Vou republicar os que já foram feitos para o concurso e assim que os inéditos chegarem, publicarei-os simultaneamente no Twitter
também, identificados pela tag #mc.

Então é isso, espero que gostem e “sigam-me os bons”.

AHHHHHHH

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Salvador Dalí
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Desculpem mas precisava gritar. Esse é mais um corriqueiro momento vivido após acompanhar mais uma das obras do “Dalí” do cinema. Conhecido por uma minoria, acompanhado por poucos e entendido por quase ninguém, esse é
David Lynch. Tive a coragem novamente de encarar mais um de seus devaneios cinematográficos. Sei que vou parecer um masoquista mental, mas gosto dele.

Império dos Sonhos” seu último trabalho, rodado em 2006 (demorei para ver pois preciso de tempo e calma para assistir aos seus filmes), com 3 horas quase exatas de duração, o filme é uma teia de verdades, ilusões, sonhos, lembranças, loucuras e dúvidas que é montada e desmontada na nossa frente. Nikki Grace, a protagonista da obra surreal, vive (ou sonha, como queiram) uma atriz apaixonada, que ganha o papel para estrelar um remake. O problema é que o filme original nunca foi concluído devido à morte dos atores. A partir de então, Nikki passa a revezar entre sua vida real e Susan Blue, o papel que conquistou.

A trama, como já é comum de Lynch, vai abrindo leques e leques de rumos e idéias desconexas, que vezes por outra acabam interligando-se por pequenos detalhes que aparecem em cena. Entre passeios da vida real para o filme e do filme para a vida real, o diretor me faz lembrar (só lembrar) “A Rosa Púrpura do Cairo” de Allen. Já entre as confusões de personalidade de Nikki e Sue me faz lembrar (só lembrar também) o ótimo trabalho de Eduardo Coutinho, “
Jogo de Cena”. Quem diz que tudo na vida tem explicação, é porque ainda não assistiu a um dos clássicos de Lynch, onde na maioria das vezes a arte imita a vida, os sonhos, os pesadelos, as loucuras, enfim, imita tudo.

Nesse trabalho, David é responsável pela direção, roteiro, fotografia, montagem e produção, óbvio, quem mais poderia entender suas belas e artísticas loucuras. O filme não tinha um roteiro pré-formulado, foi sendo escrito e filmado ao mesmo tempo, tanto que nas primeiras cenas, Lynch nem tinha a intenção de rodar um longa. Pronto, falei, não venho recomendar para ninguém, o que precisava mesmo era desabafar. Ufa.

Gravação do Vitrine - TV Cultura

Segunda passada (15/09), participamos eu, Liliane Ferrari, Tiago Doria e Roberto Moreno, da gravação de uma reportagem especial sobre o concurso de Microcontos do Twitter, promovido pelo 140 Letras. Dois participantes, jurado e idealizador respectivamente.

A reportagem foi feita para o programa Vitrine da TV Cultura, que conta com exibição nacional. É transmitido todo sábado às 19h30 com reprise na madrugada de terça pra quarta à 01h. As fotos são créditos do Doria e do Moreno.
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A gravação foi feita no apartamento do Moreno e contou com ótimas broas e muito suco. Tive também o prazer de conhecer pessoalmente essa galera que é gente finíssima. Não sei se a reportagem vai pro ar já nesse sábado, mas aguardaremos notícias. Só espero que não fique só com 140 segundos.

Central de Outdoor 2008

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Vencedor do último concurso (2007)
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Estão abertas as inscrições para mais um concurso estudantil Central de Outdoor. Como já comentado aqui, o concurso tem o objetivo de fomentar a criatividade do jovem universitário brasileiro e despertar a gana pela auto-realização pessoal e profissional, com o tema deste ano um pouco mais metalingüístico, “Liberdade de expressão. Na propaganda.”

O concurso é destinado a todo território nacional e mais do que incentivar profissionais e universitários ávidos por oportunidades, quer superar barreiras impostas, mais especificamente aqui em São Paulo, como é o caso da Lei Cidade Limpa.

As inscrições podem ser feitas até dia 15 de outubro de 2008 (óbvio). Aqui
no site do concurso você encontra mais informações como o regulamento e dados técnicos que enxeriam o saco ficar colocando aqui. Mais uma dica para quem tiver interesse e boa sorte a quem deseja participar.

Bom redator

O bom redator não é aquele que sempre sabe o que escrever, mas o que sabe também quando não é necessário dizer nada.

Jeitinho brasileiro

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Primeiro os fatos.

Recentemente o “Crash” imobiliário nos Estados Unidos abalou muito a economia, o agravante foi o alto investimento em hipotecas (tradição local). Não que o problema imobiliário tenha sido responsável pela quase recessão estadunidense, mas com certeza serviu de fortalecedor.

Agora, atravessando o México e outros países que não me lembro o nome nesse momento, chegamos de volta ao Brasil.

Aqui, o momento não é muito diferente, a alta procura de imóveis faz com que a economia se aqueça muito, a busca por crédito imobiliário nos bancos também fomentam o crescimento e para ajudar, juros em torno de 6% a.a. incentivam o “boom” na construção civil que estamos passando.

Onde eu quero chegar com isso?

Tá, vou direto ao assunto.

Como aqui em São Paulo, o nosso atual prefeito, Kassab (tomando cuidado pra não fazer campanha política), proibiu a panfletagem de cunho propagandista nos faróis (reflexo da Lei Cidade Limpa), e esse era um meio muito usado pelo setor, o pessoal precisou arrumar um jeito de se virar, “um jeitinho brasileiro”.

Ao invés de panfletarem simples anúncios de construtoras e empreiteiras, a saída foi criar uma espécie de jornal local. Os jornais apresentam um pouco de conteúdo e muita propaganda imobiliária. Alguns, além de notícias (puxam o saco), fazem questão de publicar informações sobre o sub-prefeito da região.

Como a lei não permite que esses “jornais” de distribuição gratuita sejam recolhidos, afinal, isso seria considerado censura, os anunciantes continuam vivendo e respirando o pouco de espaço que ainda resta. Apesar de ser uma prática irregular, convenhamos, a idéia é muito boa.

Prêmio Gol - Mídia on Board

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Está no ar mais um concurso que premiará a criatividade dos jovens talentos brasileiros.

A Gol Linhas Aéreas lançou no mercado profissional e universitário, o Prêmio Mídia on Board. A inscrição no concurso consiste na elaboração de anúncios que possam fazer uso dos diversos meios que estão presente dentro das aeronaves.

O concurso teve início no dia 27 de agosto e vai até 28 de setembro. Os resultados serão divulgados no evento de premiação previsto para 20 de outubro.

Na categoria estudantil podem participar ultimo anistas dos cursos de Marketing, Publicidade ou Design. A premiação para o trabalho vencedor da categoria Jovens Talentos, será um pacote de viagem para Fernando de Noronha com direito a 2 acompanhantes.

Para saber mais detalhes sobre, regulamento, inscrições, premiação e as categorias disponíveis, acesse aqui o site.

Aproveite, mais uma oportunidade de embarcar sua idéia no mercado.

50 anos e continua a mesma coisa

Não, não estou falando da Madonna. A figura da vez é o pirulito Chupa Chups. Criado em 1958 por Enric Bernat, o produto é comercializado em mais de 170 países e vende mais de 4 bilhões de guloseimas por ano.
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Possuem os mais variados sabores, sabores esses que são criados muitas vezes para determinado mercado, como é o caso do de pimenta, feito especialmente para o México.

Completando seus 50 anos agora em 2008, um site caracterizado e ambientalizado, foi criado para mostrar essa trajetória de uma forma mais animada e carismática, vale a visita aqui
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Especial – Políticos como vieram ao mundo

Está chegando perto das eleições municipais e nada melhor do que poder dar um pouco de risada na hora de escolher o seu candidato, afinal, já tem muita gente que anda chorando na hora do voto, isso sem falar na quantidade que chora depois.

Segue abaixo alguns exemplos dos famosos “santinhos” que são distribuídos nas épocas eleitorais. Aproveita pra rir agora.
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Ah, e não poderia faltar o mestre e figurinha carimbada.
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Ensaio sobre a cegueira

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Se eu gostei? Sim.

Se superou minhas expectativas? Não.

Com estréia marcada só para o dia 12/09, tive a oportunidade de conferir em primeira mão, o novo filme de Fernando Meirelles. A exibição ocorreu nessa sexta (05/09) no Noitão (breve um post sobre isso) do HSBC Belas Artes, na Consolação, Avenida Paulista.

Com record de ingressos vendidos, a casa ficou extremamente lotada. Pessoas apertadas por pequenos espaços e corpos que misturavam suas massas em locais no qual, atualmente, a física mais conservadora não permitiria.

O meu principal defeito (?) é gostar de ler, pois acabei indo assistir à projeção com a memória ainda fresca nas páginas devoradas tempos atrás. O que tenho certeza que me prejudicou, junto com a alta expectativa, de ter visto um ótimo filme.

Não estou dizendo que o filme é ruim, de forma alguma, com uma história daquelas não tinha como ser, mas o que achei, foi que ocorreram alguns pecados que só podem ser notados e discutidos por quem já leu a obra de Saramago. Algumas cenas mais aceleradas e outras mais lentas poderiam ser evitadas. Bem como, outras que poderiam ser muito mais dramatizadas da mesma forma que no livro.

Eu sei que um livro é um livro; tem todo um poder de incentivar a imaginação e toda a força de construir uma realidade subjetiva; eu sei também que tudo que eu vi quando li, não tem nada a ver com o que Meirelles viu em sua leitura, e é exatamente nesse ponto que as coisas se tornam interessantes. Estereótipos de personagens que não ficam claros na história, ganham vida no longa, assim como cenários e situações, até então presentes apenas em minha cabeça.

Novamente com uma linda fotografia, Meirelles mostra seu ótimo olhar para o cinema e agrada uma platéia cheia de pessoas em suas poltronas e onde mais tivesse espaço
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Propaganda inspirando propaganda #3

Bem, dando seqüência a nossa séria de Propaganda inspirando propaganda, posto aqui duas idéias novamente similares, e retomo a questão discutida neste outro post, que por sinal foi o precursor da série. Nele, foi discutida a questão do inconsciente coletivo (o fato das pessoas estarem expostas as mesmas informações, fazem com que elas tenham os mesmos repertórios).
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Trago aqui duas peças que seguem uma tendência. No início de 2008, virou mania na internet, as pessoas posarem com capas de vinis, dando na época origem até a uma expressão, “Cara de Capa”. Bem, como a propaganda é feita de inspirações e oportunidades, segue os dois anúncios. O primeiro feito pela Kitchen de Madrid, para a Fnac e o segundo é nacional, feito pela YO Propaganda, para a RBS TV.
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É por isso que enquanto não for comprovado o contrário, eu prefiro chamar de inspiração do que “chupada”.

Pérola do dia

Estava no ônibus, quando um professor de informática falava ao telefone com a recepcionista da mesma escola:

- Ro-Rose? Oi, é o Pedro.
- Estou ligando pra te dizer que acabei perdendo a hora, oi, tá me ouvindo?
- Então, vou chegar alguns minutos atrasado, queria saber se você pode ir ligando os computadores pro pessoal.
- É, isso, coloca alguma coisa pra eles irem fazendo, abre o Bloco de Notas pra eles irem mexendo, da uma reportagem pra ser digitada, sei lá (Meu Deus, Bloco de Notas! Realmente o analfabetismo digital está supremo, mas o pior ainda está por vir, o papo segue...)
- Como faz pra colocar?
- Iniciar..., todos os programas..., acessórios... (Se a recepcionista da escola de informática não sabe onde fica o Bloco de Notas, imagina o que mais vão ensinar para esses alunos? A usar a calculadora?)