Telemarketing – Réplica

O texto publicado sobre a visão externa do operador de telemarketing rendeu-me alguns comentários por parte de colegas de profissão e outros que não são da área (Graças a Deus), ao ponto de resolver escrever uma resposta a tal crítica sobre esses pobres “operários do sistema”. Contarei alguns casos que terão muita graça aos olhos de quem passa por essas situações, e principalmente para explicar o porquê passamos tanta raiva com pessoas desprovidas de uma condição ao menos mediana de Q.I.
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Para que não haja nenhum problema usarei nomes fictícios para as pessoas como “Fulano de Tal” (espero que não achem nenhum homônimo, afinal, nessa vida de operador já vi muito nome estranho, e se, Glaci Pinto Duro não for estranho pra você, me desculpe). Bem, vamos às situações.
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Caso 1
- Alô, bom dia? (Com a maior educação)
- Bom dia.
- Por favor, o “Fulano de Tal”?
- Não. (Puta que o pariu, não o quê?)
- Não o quê senhora? (Até então, tentando ser educado ainda) Não conhece, não está, não mora, não existe, não pode atender...?
- Não não, ué!... (O que vocês querem que eu faça?)
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Caso 2
- Alô, bom dia? (Ainda educado)
- Bom dia, quem é? (Curiosos como sempre para não perder o costume)
- Senhora, “Fulano de Tal” está?
- Não conheço.
- Tudo bem senhora, obrigado.
- Mas era sobre o quê? (Não adianta, ela não ia desligar sem perguntar...)
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Caso 3
- O senhor “Fulano de Tal” não está, então posso deixar um telefone para ele retornar?
- Pode sim.
- Posso falar?
- Pode.
- 35...
- Espera um pouquinho que eu vou pegar uma caneta. (Estava bom demais para ser verdade)
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Caso 4
(Essa ocorre quando você já ligou em todos os telefones e só restou o de recado)
- Alô, a senhora conhece “Fulano de Tal”?
- Não é daqui!?#$% (Não diga..., e por que será que eu perguntei? “A senhora conhece?”)
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O problema não é só com os devedores ou os clientes, mas também com os filhos. Filho de devedor é treinado desde que nasce para atender operador de telemarketing, experimenta perguntar onde está o pai dele, no mínimo o que ele vai te responder é que está procurando emprego. Fora que os devedores são todos ciganos, nunca estão onde você liga, é incrível.
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Depois dizem que os operadores não têm paciência, como? São situações como essas ou piores, que passam todos os dias. Você, cliente, fala com um operador, no máximo dois por semana, e eles falam com essas pessoas o dia inteiro, então, podemos reavaliar alguns conceitos, certo?

3 comentários:

Rodrigo Moralles disse...

Muito bom, situações típicas de telemarketing de cobrança.
Mas espera ai, você escrevendo sobre isso? Você nunca fez esse tipo de coisa na sua vida!
Abraços!

ROBERTA disse...

Nossa!!! concordo em número, genero e grau com vc...
sua visão está de acordo com a realidade dos operadores...

Anônimo disse...

Aprendi muito