Eu vejo o futuro repetir o passado

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A história dos Estados Unidos não é feita de bons exemplos para a humanidade. Porém, tendências e grandes manifestações já fizeram de lá, algumas vezes, um lugar interessante para morar (só algumas vezes). O retrospecto político também não serve de inspiração em especial para nenhum país. Grandes crises seguidas de grandes guerras e grandes guerras mesmo sem nenhuma crise.

O “boom” mundial do momento são as eleições presidenciais. Não quero falar sobre o presente assunto, prefiro fazer uma reflexão a respeito do passado, e gostaria de convidá-lo a isso. Se tiver interesse, o próximo parágrafo dará início ao assunto, caso contrário, temos ótimas ofertas em nossa seção “Estou cagando e andando para esse assunto”, que fica logo ali em qualquer outro post.

Em 1861, Abraham Lincoln é eleito ao comando dos Estados Unidos, como o primeiro presidente republicano da história. Com sua posse, o Sul e o Norte resolvem disputar interesses e é dado início a chamada “Guerra da Secessão”, que perdurou por quase todo o seu mandato. Lincoln, apesar de ser um membro do partido republicano, teve discursos considerados marcos da democracia. Com uma visão ambiciosa, mas ao mesmo tempo renovadora (soa familiar?), publicou em 1862 a proclamação para a liberdade dos escravos nos estados confederados.

Em 1865, logo após a Guerra da Secessão ter chegado ao fim, um simpatizante do conflito dispara um tiro na cabeça de Lincoln, e assim, resolve um conflito pessoal.

Algumas décadas depois do incidente, chega ao comando dos Estados Unidos um novo presidente, dessa vez democrata de ofício. John Fitzgerald Kennedy. Considerado por muitos, um dos maiores líderes mundiais do século 20. Ainda novo no comando, é responsável por colocar em ordem um país que vive uma crise econômica (soa familiar de novo?), causada pela invasão de Cuba. Também revolucionário, cria a “Aliança para o Progresso”, com o objetivo de ajudar os países sul-americanos.

Em 1963, preparando-se para a reeleição que aconteceria no ano seguinte, Kennedy é atingido, coincidentemente, na cabeça, por um outro louco, que antes de ser preso também é assassinado (queima de arquivo?). Dessa forma a América perde quase um pai. (Aqui cabe uma dica de documentário, “Primárias” que conta a história das eleições de Kennedy, assim como “Entre atos” fez com Lula).

Agora, mais uma vez, décadas depois, um outro nome surge. Um democrata com uma proposta nova para a época, mas antiga para a história. Barack Hussein Obama, Jr. O primeiro candidato negro da história dos Estados Unidos, propõe mudanças e transformações, pretende resolver o problema da crise e da guerra de uma forma renovadora. Mudança, esse é o norte de sua campanha, disputada contra John McCain. Obama faz uma candidatura impecável, com mídias e estratégias dignas do século XXI, conquista a todos, dentro e fora de seu país.

Meu objetivo não era fazer apologias aos Estados Unidos (aqui sim eu estou cagando e andando), não era fazer referências às campanhas milionárias, não era mostrar ações impressionantes, não era fazer menção ao dia das eleições e nem muito menos ao seu resultado, mas, caso Obama venha a ser eleito pelo povo estadunidense (e pelo mundo), ficarei torcendo para que a bandeira americana não precise ser hasteada a meio mastro novamente.

9 comentários:

Mônica disse...

Aqui só me cabe dizer o velho ditado, "a história é cíclica", tanto política, econômica, como social. Só vale ressaltar que ela se adapta, muda de cara, ou melhor, de máscara. Economicamente falando se mudou a estratégia, Lincon e Kennedy eram de extrema liberal, diz-se "minocracia", mas viu-se que deixar tudo às mãos invisíveis do mercado pode dar errada, e voltaram a intervenção, Keynes volta a ser ídolo e os ianques aceitam seus pacotes estatizantes iludidos com a promessa de diminuição de encargos para a próxima gestão... Um tanto óbvio mas é o que consigo comentar essa hora... rs... Bjs e até.

Rodmoralles disse...

Também gosto do "neguinho".
Go Obama, Go!

Rodmoralles disse...

Estou torcendo para que os EUA tenham seu 1º presidente negro, e torcendo para que a fórmula 1 não tenha seu 1º campeão negro.

Kenzo Kimura disse...

Amém.

Tiago Moralles disse...

Nada do que um comentário de uma economista para dar mais veracidade ao assunto hehe. Valeu Mônica.
Rodrigão, bem lembrado, viva Massa hehe.
Kenzo, que seja feita a vossa vontade.

Sentir disse...

A plataforma dele é envolvente, podemos dizer que o mundo o elegeu.
O povo sempre espera milagres, então vamos ver se ele traz diferença na essência, ou se a embalagem que tá criando empatia é mais um recurso de campanha partidária para reforçar o tema "mudança".

Beleza de artigo, Tiago. ;)

Tiago Moralles disse...

Esperemos que a embalagem criada por Obama seja realmente útil. O mundo depende (infelizmente) desse primeiromundista.
E torceremos para que a embalagem não seja descartável.
Que bom que gostou.

Wellington disse...

Particularmente não espero muitas "mudanças". Não para nós brasileiros, pois assim como os presidentes anteriores, ele irá manter a mesma política economica que vem sendo adotada pelo USA a décadas, talvez melhore um pouco a política externa, deixando por um tempo de invadir paises pobres com a disculpa de levar a democracia. ´

Mas isso será por pouco tempo, até porque o lobby das industrias estão presentes em ambas as campanhas, e com certeza eles vão querer de volta o investimento feito.

Só nos resta aguardar amanhã(04/11), para ver o resultado dessa história.

Com relação a um possível atentado, acho difícil de acontecer, mas não é impossível, afinal, tem louco pra tudo.

Abs

Tiago Moralles disse...

Mais que beleza.
Pardidários e apartidários.
Capitalistas e comunistas.
É assim que a gente constrõe um blog democrático.
Obrigado a todos que estão participando deste artigo.
Well, eu sei a política não vai interferir "muito" com a gente, menos ainda a interna, mas quem sabe se realmente a possibilidade de mudanças nesse governo não acarrete uma decisão vital assim? "Tem louco pra tudo", certo?