Preconceito ou não?

Eu não sei se eu gosto disso ou se eu me revolto.

Estava com um post prontinho pra sair e aparecem essas coisas que precisam ser comentadas. Mas tudo bem, amanhã sai o outro (eu acho).

Não vou ficar falando de propaganda por muito tempo. A grande maioria que passa por aqui já sabe o que é o submundo da publicidade, e quem não conhece é melhor não ficar sabendo, continue aí, achando que é tudo mil maravilhas.

Vira e mexa a propaganda é alvo de discussões e consequentemente penalizada por discriminações. Sejam elas raciais, religiosas ou sexuais. Mas nem sempre é só isso. Muitas vezes também, ela é acusada de incitar a violência e quando não, indicar produtos que não são considerados adequados a uma boa alimentação, principalmente quando o assunto é criança.

Mas voltando ao tema das discriminações. Hoje, nós nos encontramos em uma sociedade tão moderna, atual e ao mesmo tempo liberal, que muitas coisas podem ser vistas a bons olhos. Mas, em compensação, outras podem ser consideradas como ofensas sutis.

Não que eu ache preconceito. Só que essas peças desenvolvidas recentemente pela MatosGrey para a revista VIP, ao exaltar o conceito da mídia, acho que se exaltaram também um pouco nas palavras. Não quero iniciar aqui uma polêmica, porém, penso que esses termos poderiam ser evitados. Os anúncios são bons, mas que gera um pouco de discussão gera. E você, o que acha?
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17 comentários:

Rodmoralles disse...

Bom, se a intenção dos anunciantes era gerar um pouco de discussão, acho que alcançaram o objetivo.
E como você escreveu no post, os anúncios são bons, mas poderiam ser usados como teste de sexualidade:
Doutor:
- O que lhe vem no pensamento quando vê essa imagem senhor?
Paciente:
- It's raining men, aleluia it's raining men, yeah yeah...

MSL disse...

Revoltante...
Pensando como vocês (rs...) no público algo ou target, ou seja lá como chamam, o apelo deve agradar os leitores dessa revista que se dizem "homens". Pena que ser homem vai muito além da opção sexual. Aliás, é preciso ser mto homem para se assumir.

Tiago Moralles disse...

É isso aí pessoal. Vamos fomentar essa discussão. Quanto mais pontos de vista melhor. Por enquanto o placar é 2 x 0 para o preconceito.
Obrigado pela participação Mônica e Rodrigão.

Kenzo Kimura disse...

É interessante ver que esse conceito já foi utilizado por muitas empresas, como AXN, SEXYHOT, mas agora foi empregado com mais, digamos, "agressiva". Não a compreendi de forma preconceituosa nem desrespeitosa. Infelizmente, a homossexualidade aqui no Brasil é lidada como tabú, mas, enfim, cade o nosso senso de humor?

Tiago Moralles disse...

Opa, 2 x 1.
Com certeza Kenzo, a homossexualidade aqui no Brasil é "extremamente" ligada ao tabú.
Eu também achei legais as peças, só acho que a linha entre o legal e o complicado ficou bem fina.
Valeu pelo comentário.

Sentir disse...

Grande parte da publicidade brasileira é muito "educadinha". As peças foram veiculadas (tá com cara de portifa, sei não)? Se "sim", ventos diferentes sopram por aqui. Afinal o corpo da mulher já foi usado para vender de tudo, será uma boa variar as idéia para vendê-los.

Tiago Moralles disse...

Concordo com isso, realmente a propaganda brasileira anda muito comportada, precisamos bagunçar mais esse negócio hehe.
Ah, foram veiculados sim, saiu no CCSP, olha os links aí:
http://www.ccsp.com.br/novo/pop_pecas.php?id=27912
http://www.ccsp.com.br/novo/pop_pecas.php?id=27911

Pedro Hutsch Balboni disse...

Eu gostei dos anúncios, e como foi dito, criar essa discussão é mais um mérito para eles, afinal, há maneira mais efetiva de divulgar algo que não seja fazendo as pessoas se mobilizarem para conversar sobre o assunto?

É claro que há um limite chamado RESPEITO e outro chamado RESPONSABILIDADE, mas acredito que neste caso ambos requisitos foram contemplados

Tiago Moralles disse...

Bem observado Pedro, a divulgação é a melhor coisa. Ainda mais indireta.

Parece com que com isso passamos a frente com 3 x 2 para o não preconceito.

Silvia® disse...

Concordo com o Pedro.É a maneira mais efetiva de divulgação,além de mobilizar,deixa marcado.Bem por isso é necessário um cuidado dobrado com o uso das palavras,pra não conseguir o inverso daquilo que se deseja.

Acho interessante que haja esse tipo de propaganda,não quer dizer q eu concorde com a ideia que elas passam,mas sim pelo fato de abrir espaço p/ discuções,que tb servem pra fortalecer o nosso ponto de vista.Mas pra tudo na vida tem que haver um limite claro.

Tiago Moralles disse...

Uma virada extraordinária.

4 x 2.

Estamos chegando a um acordo. O polêmico é uma ótima forma a ser usada como estratégia de comunicação. O polêmico, não o abuso.

Coisa que nós, os brasileiros, não estamos usando direito.

Valeu Silvia.

MSL disse...

Minha visão como nada tem de estratégia publicitária, desconta aí. Meu voto não vale já que tenho grandes limitações de conhecimento nessa área... rs... Bom fds.

Tiago Moralles disse...

Sua visão pode não ser de estratégia publicitária, mas é de consumidora publicitária, e convenhamos, é o que mais interessa ao mercado hehe.

Brian disse...

Sei lá, eu não vi muito preconceito não. O que eu vi foi uma idéia bacana que não podia deixar de sair por causa de preconceitinhos bestas. Man, preconceito nunca devia ter existido.

Tiago Moralles disse...

Abaixo o preconceito hehe.

Fezinha disse...

Bom...do meu ponto de vista que não tem lá muito a ver com pp não encarei o anuncio como preconceituoso. Apenas uma forma da revista atingir a dois públicos distintos, com um detalhe em comum...

hahaha...mas minha mera opnião não vale muito não

Tiago Moralles disse...

Claro que vale.
Você é cliente, target, público-alvo, é pra você que nós criamos e sendo assim, sua opinião vale muito.
Obrigado pelo comentário.