No farol,
junto com as bolinhas,
o menino catarrento,
jogava a esperança também.
Microconto #249
Sem teto e sem terra,
o homem sem família,
ficou esquecido como tantos outros sem pátria.
o homem sem família,
ficou esquecido como tantos outros sem pátria.
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Microcontos
Microconto #248
Depois que o déjà vu passou a ser repetitivo,
ele ficou preso eternamente numa falha do destino.
ele ficou preso eternamente numa falha do destino.
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Microcontos
Te conto em uma licença poética
Ah, suas mãos.
Te digo.
Como é diferente esse toque do que já foi um dia.
Te peço.
Fica mais um pouco e faz o que quer que seja.
Te quero.
Suas mãos são pouco pra excitação do agora.
Te olho.
O que você faz obedece uma lógica não linear.
Te toco.
Sua pele mesmo arrepiada não perde a maciez.
Te aperto.
Sua voz, suspiro e gemido se confundem em minha mente.
Te bato.
Sua cara não apresenta repressão.
Te mordo.
Suas costas não demonstram devoção.
Te molho.
Meu suor gruda na sua degustação.
Te xingo.
Seu nome se perde em palavrões.
Te excito.
Entramos em transe consequente mesmo antes da transa.
Te cuspo.
Os fluidos se misturam num ritual infanto-masoquista.
Te falo.
Com o corpo em espasmos naturais.
Te dispo.
Enfim toda sua pele reflete em meus olhos.
Te mostro.
Dentro e fora a casca da paixão.
Te penetro.
Os corpos ainda lembram o ritmo.
Te como.
O amor perde a vez.
Te violo.
Somos duas massas atrás de prazer.
Te jogo.
Meu corpo te encontra novamente por atração.
Te seguro.
Aproveito da sua indiferença.
Te gozo.
De uma paixão rendida e um retorno ilusório.
Te imagino.
Como se fossemos reatar.
Te acabo.
Já com saudades no coração.
Me acabo.
Em uma solitária masturbação.
Te digo.
Como é diferente esse toque do que já foi um dia.
Te peço.
Fica mais um pouco e faz o que quer que seja.
Te quero.
Suas mãos são pouco pra excitação do agora.
Te olho.
O que você faz obedece uma lógica não linear.
Te toco.
Sua pele mesmo arrepiada não perde a maciez.
Te aperto.
Sua voz, suspiro e gemido se confundem em minha mente.
Te bato.
Sua cara não apresenta repressão.
Te mordo.
Suas costas não demonstram devoção.
Te molho.
Meu suor gruda na sua degustação.
Te xingo.
Seu nome se perde em palavrões.
Te excito.
Entramos em transe consequente mesmo antes da transa.
Te cuspo.
Os fluidos se misturam num ritual infanto-masoquista.
Te falo.
Com o corpo em espasmos naturais.
Te dispo.
Enfim toda sua pele reflete em meus olhos.
Te mostro.
Dentro e fora a casca da paixão.
Te penetro.
Os corpos ainda lembram o ritmo.
Te como.
O amor perde a vez.
Te violo.
Somos duas massas atrás de prazer.
Te jogo.
Meu corpo te encontra novamente por atração.
Te seguro.
Aproveito da sua indiferença.
Te gozo.
De uma paixão rendida e um retorno ilusório.
Te imagino.
Como se fossemos reatar.
Te acabo.
Já com saudades no coração.
Me acabo.
Em uma solitária masturbação.
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Poemas e Poesias
Microconto #247
Uma vez no ponto de ônibus,
vi um homem dançando no ritmo da música que eu ouvia no iPod.
Engraçado, o resto do dia pareceu um Musical.
vi um homem dançando no ritmo da música que eu ouvia no iPod.
Engraçado, o resto do dia pareceu um Musical.
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Microcontos
Microconto #246
Depois de um disparo seco,
entre um poste e outro da Roger Veiga,
onde a noite é mais escura,
um homem gemeu a noite toda.
entre um poste e outro da Roger Veiga,
onde a noite é mais escura,
um homem gemeu a noite toda.
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Microcontos
Microconto #245
Ela chegou de mansinho,
com carinho,
mas sem nenhum jeitinho.
Tudo bem, gosto dela,
mesmo com toda essa beleza renascentista.
com carinho,
mas sem nenhum jeitinho.
Tudo bem, gosto dela,
mesmo com toda essa beleza renascentista.
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Microcontos
Das vezes que eu passo
Passo pra te dar carinho, beijo na boca e deitar no teu colo.
Passo pra mostrar que me importo, que te imagino na grama a falar sorrisos.
Passo pra dizer que és bela, e te convido pra contar estrelas, num pedaço do céu só nosso.
Passo pra dizer que tô bem, que foi bom acordar do teu lado aquele dia com bochecha de noite quente.
Passo pra dizer que já sinto saudade, que tuas mãos me provocaram, mais do que tua mente pensava.
Passo pra dizer que não passei de um simples passante em tua vida,
e que voltarei pra dizer que passo quantas vezes mais você sonhar.
Passo pra mostrar que me importo, que te imagino na grama a falar sorrisos.
Passo pra dizer que és bela, e te convido pra contar estrelas, num pedaço do céu só nosso.
Passo pra dizer que tô bem, que foi bom acordar do teu lado aquele dia com bochecha de noite quente.
Passo pra dizer que já sinto saudade, que tuas mãos me provocaram, mais do que tua mente pensava.
Passo pra dizer que não passei de um simples passante em tua vida,
e que voltarei pra dizer que passo quantas vezes mais você sonhar.
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Poemas e Poesias
Microcontos Molestos - AVC
Pelo menos o safado não vira mais pra olhar as menininhas na rua.
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Microcontos Molestos
Microcontos Molestos - Alzheimer
- Veja bem Dona Rosa. Esse é o remédio do coração, e a senhora só pode tomar uma vez por dia.
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Microcontos Molestos
Microconto #244
Amigo... minha dose nasceu,
desce aí pra mim mais um filho com gelo...
meu troco não volta hoje mesmo.
Pode ficar ca minha mulher se quiser.
desce aí pra mim mais um filho com gelo...
meu troco não volta hoje mesmo.
Pode ficar ca minha mulher se quiser.
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Microcontos
Microconto #243
Aqui de trás,
tudo que vejo em suas costas é o arrepio,
provando que o nosso calor também dá frio.
tudo que vejo em suas costas é o arrepio,
provando que o nosso calor também dá frio.
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Microcontos
Microconto #242
A vida foi injusta.
Esperaria isso de qualquer um. Mas,
saber que sua cara encheria de rugas,
deixou-a prematuramente velha.
Esperaria isso de qualquer um. Mas,
saber que sua cara encheria de rugas,
deixou-a prematuramente velha.
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Microconto #241
Depois de atirarem as pedras,
os pecadores voltaram pra casa,
sem nenhum peso na consciência.
os pecadores voltaram pra casa,
sem nenhum peso na consciência.
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Microcontos
Microconto #240
O mercado árabe multiplicou seus clientes depois da explosão.
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Microcontos
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