Depois que o sino bate doze vezes em Paris descobrimos um Woody Allen romântico
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Ao invés de ruim, eu prefiro dizer que Woody Allen às vezes é abaixo de sua própria média. Gosto muito do trabalho dele pra desgostar de algumas coisas. Por isso sempre levo em consideração duas variáveis antes de questionar algum novo filme. A primeira é, que na minha opinião, Allen peca pelo excesso, enfim, quanto mais coisas você faz, maiores as chances de ter produções mais fracas, e a segunda é que, muitos dos projetos recentes que ele vem colocando na rua, foram projetos engavetados nas décadas de 70 e 80, ou seja, ele mesmo não considerava tão bom.
Comparo Woody Allen dentro de sua própria carreira porque, inegavelmente, 70 e 80 tiveram suas melhores produções, coloco Hannah e Suas Irmãs como um dos meus filmes preferidos na história do cinema. Porém, é inegável também, que Allen, de 90 pra cá vem buscando um novo rumo para seus filmes e que, acaba de ficar claro com Meia Noite em Paris, que o romantismo chegou pra sobrepor o drama. Isso fica ainda mais claro analisando os últimos trabalhos: Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, de 2010, meio blasé, Tudo Pode Dar Certo, de 2009, meio auto-ajuda, Vicky Cristina Barcelona, de 2008, moderninho, e Igual a Tudo na Vida, de 2003, meio melado.
Comparado a esses outros, com exceção de Vicky Cristina que eu gosto, Meia Noite em Paris é um trabalho acima dessa média recente. Tirando a mesma reinvenção de protagonista, que sempre é um alter ego de Allen, o resto do filme é um delicioso estudo de personagens. O diretor traz em cena artistas e escritores do começo do século, numa viagem descompromissada ao passado. Ao mesmo tempo faz uma crítica sobre o presente e suas dificuldades, seja esse presente em qual época for. O filme dá ainda uma aula de fotografia e direção clichê, com lindos e novos enquadramentos de um cenário já velho aos amantes da sétima arte.
O uso da cidade não é novidade na carreira dele, que por mais Novaiorquino que seja, nunca escondeu seu amor por Paris. Sou suspeito pra dizer que ficou bonito, já que gosto tanto da cidade quanto do diretor. E Carla Bruni, apesar de linda, desnecessária. Mas é claro, estava lá mais por política do que por opção. Bem, Meia Noite em Paris pra mim não está entre os melhores filmes de Woody Allen, mas certamente está no topo da lista romântica. E tenho certeza que quando for a Paris, vai me dar um frio na barriga depois que a décima segunda badalada tocar.

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Ao invés de ruim, eu prefiro dizer que Woody Allen às vezes é abaixo de sua própria média. Gosto muito do trabalho dele pra desgostar de algumas coisas. Por isso sempre levo em consideração duas variáveis antes de questionar algum novo filme. A primeira é, que na minha opinião, Allen peca pelo excesso, enfim, quanto mais coisas você faz, maiores as chances de ter produções mais fracas, e a segunda é que, muitos dos projetos recentes que ele vem colocando na rua, foram projetos engavetados nas décadas de 70 e 80, ou seja, ele mesmo não considerava tão bom.
Comparo Woody Allen dentro de sua própria carreira porque, inegavelmente, 70 e 80 tiveram suas melhores produções, coloco Hannah e Suas Irmãs como um dos meus filmes preferidos na história do cinema. Porém, é inegável também, que Allen, de 90 pra cá vem buscando um novo rumo para seus filmes e que, acaba de ficar claro com Meia Noite em Paris, que o romantismo chegou pra sobrepor o drama. Isso fica ainda mais claro analisando os últimos trabalhos: Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, de 2010, meio blasé, Tudo Pode Dar Certo, de 2009, meio auto-ajuda, Vicky Cristina Barcelona, de 2008, moderninho, e Igual a Tudo na Vida, de 2003, meio melado.
Comparado a esses outros, com exceção de Vicky Cristina que eu gosto, Meia Noite em Paris é um trabalho acima dessa média recente. Tirando a mesma reinvenção de protagonista, que sempre é um alter ego de Allen, o resto do filme é um delicioso estudo de personagens. O diretor traz em cena artistas e escritores do começo do século, numa viagem descompromissada ao passado. Ao mesmo tempo faz uma crítica sobre o presente e suas dificuldades, seja esse presente em qual época for. O filme dá ainda uma aula de fotografia e direção clichê, com lindos e novos enquadramentos de um cenário já velho aos amantes da sétima arte.
O uso da cidade não é novidade na carreira dele, que por mais Novaiorquino que seja, nunca escondeu seu amor por Paris. Sou suspeito pra dizer que ficou bonito, já que gosto tanto da cidade quanto do diretor. E Carla Bruni, apesar de linda, desnecessária. Mas é claro, estava lá mais por política do que por opção. Bem, Meia Noite em Paris pra mim não está entre os melhores filmes de Woody Allen, mas certamente está no topo da lista romântica. E tenho certeza que quando for a Paris, vai me dar um frio na barriga depois que a décima segunda badalada tocar.
Comentários
Beijos
Má
Beijo Má.
Não esqueço daqui não viu?
Beijos
Fã
Estou sempre por aqui =)Só não tenho comentado rs.
Beijos!
Obrigado Woody pelo filme. E parabéns Tiago pelo texto.
Abs,
Cebola