Vírus de verdade ou gripe passageira?

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Ocorreu nos dias 14, 15, 16, 17 e 18 de abril, a 22ª Semana de Criação Publicitária, que, diga-se de passagem, muito bem divulgada pela W/Brasil. E novamente, o que quero discutir não é a respeito do tema principal, e sim sobre detalhes que ficam em segundo plano, mas que a meu ver merecem atenção também.

Li no Jornalirismo
um post sobre Marcello Serpa (Diretor de Criação da AlmapBBDO e presidente do CCSP), que fez no encerramento da Semana, críticas as atuais políticas adotadas sobre as restrições nas campanhas de bebidas alcoólicas (que genericamente leva o rótulo como proibição das “campanhas de cerveja”, claro, não poderia ser de outra forma, afinal, quem injeta mais dinheiro nesse mercado?). Sobre esse assunto leia mais aqui.

Dentre os comentários, análises e “previsões”, Serpa falou sobre a atual propaganda argentina (que em minha opinião é camisa 10) e sobre a possível extinção dos virais na internet, “Na primeira e na segunda vez, tudo bem; mas, na terceira, não funciona mais. Cuidado com o limite da ética, em se esconder. Isso vai acabar”. Não sei se essa poderia ser qualificada como uma previsão muito provável. Considerando a internet um meio de divulgação em massa recente, se comparada a outras formas, o viral atinge um alto retorno em cima disso.

Por tratar-se de uma mídia espontânea, o viral, na internet, pode ser visto quando e quantas vezes o usuário quiser. Pode ser revisto, sem custos acessivos de veiculação, gera uma expectativa em quem acompanha, causa um “buzz” naqueles que gostam e assim é deflagrado pelos formadores de opiniões. Não acho, apesar de não comparar o conhecimento do Serpa ao meu, que o viral corre tanto risco. Reforço aqui não só a internet, mas todo tipo de viral que causa algum tipo de experiência e dessa forma aproxima o consumidor com a marca.

Um viral recente como foi o caso do Axe
e como está sendo indiretamente a votação para a escolha do suposto nome da empresa aérea Jetblue (ver aqui, aqui e aqui), causam grande mídia espontânea, e é exatamente para isso que os virais vieram e é exatamente por isso que ganham força. Portanto, se você ainda não foi abordado por esse tipo de ação, pode se preparar, porque seu dia vai chegar, e tomara, possamos mostrar ao Serpa que ele estava equivocado.

6 comentários:

Fatima Gama disse...

Não acredito que acabem com os anúncios de cerveja, mas antes era o cigarro e eu também não acreditava que acabaria e acabou!
Também acho que o viral não vai acabar e ele deve estar equivocado mesmo! Adorei seu blog, escreve muito bem, parabéns. Bjs

Tiago Fidelis Moralles disse...

Opa, muito obrigado pela visita e mais ainda pelo elogio.
Espero que estejamos todos certos hehe.
Beijo.

Felipe A. Carriço disse...

Bom, Serpa está equivocado. Caso ocorra alum tipo de mudança quanto ao buzzmarketing acredito que será apenas quanto a sua regulamentação ($$$). Como já citei em meu blog, a "internetização da vida" é a única previsão que certamente Mãe Diná acertaria. Podem fazer uma, duas, ou atémil vezes... se a propaganda for boa vai vender!

Tiago Fidelis Moralles disse...

A matéria básica, vender, mas o combustível essencial, entreter.
Viva a propaganda.

Pra quem não sabe disse...

Belo artigo. Estarei usando como referência para uma reunião daqui a pouco.

Abraços!

Tiago Fidelis Moralles disse...

Valeu pela visita e pela referência Mauro.
Abraços.