César Charlone no banheiro

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Seria muito fácil vir aqui novamente e recomendar outro filme só pelos atores, ou pela interpretação, pelos efeitos especiais ou pela trilha (mesmo assim, ainda recomendo Juno, só que não é isso o que vou fazer (pelo menos desta vez). Vamos vangloriar os profissionais brasileiros que ganham um respeito cada vez maior fora do país por suas qualidades notórias. Tudo bem que ele não é tão brasileiro, mas assim como muitos hermanos que vieram para o Brasil nas décadas de 60 e 70 e enriqueceram nossa publicidade, Charlone veio enriquecer nosso cinema.

Com uma passagem no começo de sua carreira pelos comerciais e mais recentemente ingressando no cinema nacional, tornou-se aclamado por seu trabalho. Se você ainda não ouviu falar da figurinha da vez, prazer, ele foi o Diretor de Fotografia do filme “Cidade de Deus”, indicado para o Oscar nessa mesma categoria, ah, ele também estava a frente de “O Jardineiro Fiel”, ambos dirigidos por Fernando Meirelles, e claro, não ficaria de fora de “Blindness”, já falado
aqui. Com uma bagagem acumulada de mais de 10 títulos na carreira, Charlone resolveu desta vez aumentar o grau de dificuldade e, além da fotografia fez dupla na direção com Enrique Fernandez (mais uruguaio do que ele).

Nessa nova produção que narra com um olhar triste, dramático e em alguns momentos, cômico, a viagem do Papa João Paulo II a Melo, pequena cidade uruguaia, no ano de 1988. Fernandez, dono da idéia de produção, mostra-nos o que aconteceu nos bastidores da visita, todos os preparativos da população local para o acontecimento e todos os problemas que se metem com uma visão inexperiente de empreededorismo. Com uma bela interpretação de César Troncoso no papel de Beto, que com certeza dá mais vida a trama, “O banheiro do Papa” se torna um filme com uma ótima direção, interpretação, e óbvio, nem preciso mencionar a fotografia.

2 comentários:

Fezinha disse...

vi vários cartazes do filme espalhados pela faculdade...se estava curiosa para assistir, agora estou muito mais.
hehehe

Tiago Fidelis Moralles disse...

Eu recomendo, bacana.