Microconto #91

Não precisa falar nada, seus olhos dizem tudo. Só pelas lágrimas já dá pra ter ideia como é a dor da mutilação.

12 comentários:

Felipe A. Carriço disse...

Nossa...

Meio forçado esse hein. Acho que o contexto nem sempre pode ser mutilado. A idéia pode até ser boa, mas perde força, manja?

Tiago F. Moralles disse...

Então, aqui entra a questão da capacidade sucinta do microconto em trabalhar com o repertório do interlocutor.

A que mutilação refere-se o autor?

Aos românticos que perderam o coração?

Aos taciturnos que perderam um membro?

Aos pessimistas que perderam a esperança?

Qual a sua visão?

Patrícia Boccuzzi Ponchio disse...

Imagino uma mulher que por um cancer de mama teve o seio mutilado, porém não chora de dor e sim de tristeza!

Acho q esse microconto é muito funcional e depende de cada ponto de vista.

Tiago F. Moralles disse...

1 a 0 para os taciturnos hehe.

Felipe A. Carriço disse...

No meu pequeno repertório, que não se compara ao seu, acredito que uma história ou conto para se caracterizar como tal, deve ter um início, meio e fim, independente da sua ordem.
Este conto não possui nenhum apoio. Pode ser tudo, e não ser nada. Omite. Mascara. Cria lacunas que podem ser completadas de qualquer maneira.
Não sei se este é o verdadeiro motivo de um conto existir, e se esta é realmente a intenção de quem o escreve. Se fosse assim, escrever "foi e morreu", sob esta ótica, seria um conto. Correto?
Bom. Esta é minha opinião... mas não sou o dono da razão e nem pretendo ser. Apenas questiono pelo simples motivo de que elogiar sem questionar é fácil, difícil é argumentar, discutir e construir. (este foi um comentário para os comentaristas passivos, se é que você me entende).

Flw.

Tiago F. Moralles disse...

Nem românticos, nem taciturnos e nem pessimistas, quem marcou agora foi a oposição hehe (brincadeira).

Quanto ao repertório, não existe maior ou menor. Estamos todos no mesmo barco, mas cada um olhando para um lado.

Felipe, entendo a sua visão sobre começo, meio e fim. Mas se formos pensar assim, o neo-realismo (principalmente o italiano) não existiria, esses filmes são apenas fragmentos de uma vida e não necessariamente apresentam desfecho como a indústria hollywoodiana.

Na literatura, nem tudo acaba e nem tudo começa, ainda mais na curta vida de um microconto. O que seria de Augusto Monterroso se essa máxima fosse uma regra?

Obrigado pela discussão sadia e construtiva. Que venham mais.

Abraço.

Alessandro Novais disse...

Felipe A. Carriço disse:"(este foi um comentário para os comentaristas passivos, se é que você me entende)."




Bino é uma cilada ... #bejomeliga

Silvia disse...

Lendo o microconto,a primeira imagem que veio a minha mente,foi a fotografia da capa do livro Khady Mutilada,tem um olhar triste e forte,minha interpretação segue esse contexto,das meninas africanas que sofrem mutilações genitais.
Besos

silvia de novo disse...

Vc tá lendo contos de Hemingway?!?,eu queroooo,li o Velho e o Mar,agora quero assistir o filme.

Tiago F. Moralles disse...

Mais um ponto para os taciturnos hehe.

Estou lendo sim. Tem coisa boa. E a gente precisa se encontrar para bater um papo.

Saudades de você por aqui.

Microbeijos.

Lucas Cimino disse...

Esse é o Tiago que conheço!!
Rs...

Muito bom cara :)

Grande abraço!!
Lucas

Tiago F. Moralles disse...

Opa. Valeu Lucas.