Blog Day 2008

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Já que é o meu primeiro Blog Day, gostaria de fazer alguns esclarecimentos.

Como a proposta é indicar só 5 blogs, acabaria deixando de lado alguns parceiros que sempre me apoiaram e que se indicasse um deles não seria legal com os demais, como é o caso por exemplo, do Gabriel Jacob
, do Felipe Mendes, do Rodrigo Alexandre, do Tiago Moraes, do Rafael Amaral, da Agatha, da Luiza, do Cristiano Castor e do Jorge Flauzino, que indiretamente acabei de indicar. ; )

Considerações feitas, então agora vamos lá, “The Blogday go to” (tambores):

Coisas que não saem no banho -
do Rodolfo Barreto.
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Um blog sem conteúdo - do Branco Leone.

Coração envenenado -
do Serjones.
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Lê isso aí, ô! - do Ricardo Polinésio.

Literariedade -
do Urik Paiva.

São blogs que só escrevem e como eu gosto de ler, serve-me muito de escape para essa vida cada vez mais visual.

O Retorno

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A grande seca de 1932. Esse é o marco que deu início aos primeiros minutos da projeção.

Um documentário que acima de tudo, tem emoção; emoção essa gerada pelos personagens de uma vida miseramente real.

"O Retorno", esse é o novo filme de Rodolfo Nanni, professor e cineasta brasileiro. O documentário levou 50 longos anos para ser finalizado e chegou as telas nessa sexta (29/08). Uma mistura harmoniosa de problemas, imagens, músicas e sons traz para nós, um pouco de uma realidade que já estamos acostumados a conhecer, mas não a conviver.

Tive o prazer de acompanhar a "pré-pré-estreia" do filme na quarta (27/08) juntamente com um debate após a exibição, que contou com a presença do próprio Rodolfo.

O documentário inicial (de 1958) era para ser uma amostragem do sertão (apenas isso), mas não foi concluído. Agora, Nanni refaz o mesmo caminho percorrido e demonstra como a civilidade regrediu. Afirma que se as coisas estão do mesmo jeito há 50 anos, a verdade é que elas voltaram no tempo e não simplesmente estagnaram.

Sem um roteiro pré-formulado, compareceu ao árido sertão nordestino, começou e entrevistar pessoas e consequentemente, a construir sua história. Um emaranhado de casos, sonhos, esperanças e muitas dúvidas.

O diretor disse não ter tido a intenção de criar uma denúncia ao apresentar problemas de arrendamento de terras e políticos como, saneamento, saúde e educação. O que eu acho que realmente não havia necessidade, com uma bela fotografia e um ótimo enredo, a denúncia não precisava ser feita, ela se fez sozinha.

Vai "Curintia"

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Dificilmente vou falar (bem) do Corinthians por aqui (rs), mas as vezes cabe um espaço, tudo bem que o assunto aqui não é o time alvinegro e sim seu patrocinador, Medial.

A empresa fechou contrato com o Corinthians no final de 2007, um time recém rebaixado para a 2ª divisão do Campeonato Brasileiro, e pior, numa época em que a Globo ainda não tinha anunciado oficialmente a transmissão da série B.

O contrato foi de 16,5 milhões de reais, o segundo maior da história do futebol brasileiro, perdendo apenas para o do São Paulo com a LG que foi de 17 milhões.

A questão é, quem saiu ganhando com a atual situação? A Samsung que após a queda quis reduzir o seu investimento de 6 para 3 milhões de dólares, ou a Medial que precisava aparecer para o Brasil e para isso investiu um valor maior que sua verba de marketing?

A resposta saiu agora no início do segundo semestre, com apenas 6 meses de patrocínio, a Medial conquistou 220 mil novos clientes, um aumento de 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Se o investimento foi bom? “Temos direito de preferência de renovação ao final do contrato e já começamos a conversar sobre o assunto. Nossa idéia é renovar”, foi o que falou Nilo Carvalho, diretor Comercial e de Marketing da Medial. Para saber mais detalhes leia aqui
uma reportagem sobre o assunto.

Ficou mais do claro a infelicidade da Samsung em não continuar com o contrato, uma, pelo próprio resultado obtido pela Medial, e outra que o valor investido no marketing esportivo ainda é bem inferior as demais formas de inserções publicitárias se comparados os custos de exposições.

Agora, não poderia perder a piada, será que esse aumento de 220 mil clientes são todos corinthianos? Se for, tem muita gente preocupada com o coração né, vai que o Corinthians não sobe hehe.

12º Prêmio de Propaganda O GLOBO

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Um dos primeiros textos que publiquei por aqui no PENATES (na verdade o 2º), foi sobre o Prêmio de Propaganda O GLOBO. Na ocasião a 11ª edição.

Completando agora sua edição de número 12 (óbvio), o concurso visa também a promoção de jovens talentos através da criação de anúncios ou campanhas para um cliente real. Em 2007 o cliente era o CDI (Comitê para Democratização da Informática). Esse ano, o beneficiado é o Instituto Superior de Educação Pró-Saber, acesse o site aqui
e confira mais detalhes.

As inscrições iniciaram em 1º de agosto e vão até 03 de outubro de 2009. Assim como no evento anterior, o vencedor ou a dupla vencedora serão contemplados com a publicação de seus trabalhos nos jornais O GLOBO, EXTRA e Diário de São Paulo, além de placa e troféu comemorativo, só uma coisa muda, parece que esse ano o estágio para os campeões não é na DPZ.

Mais um desabafo e chega também

Fiz um comentário por aqui a respeito de minhas considerações sobre as Olimpíadas, sobre a falta de investimento em alguns esportes brasileiros e sobre o excesso de visibilidade em momentos errados.

O post rendeu um bom comentário da Agatha, parceira do Neuróticos S.A.
e uma referência no Nova Mídia – Novo Marketing do também parceiro Rodrigo Coelho.

Só para completar o desafogo (uma porque não quero mais falar sobre isso), vi uma crítica do Arnaldo Jabor na sexta 22/08 no Jornal da Globo, que se encaixa perfeitamente ao que foi tratado no referido post e o que foi dito pelos parceiros.

Fora o vídeo do Jabor (que segue abaixo), neste domingo 24/08, Flávio Prado, apresentador do Mesa Redonda da TV Gazeta, fez um belo desabafo a respeito de sua visão sobre o "futebolzinho" da seleção, que também teria espaço aqui com certeza (se achar faço update).

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Bem pessoal, é assim que terminamos nossas transmissões das Olimpíadas, aguardo vocês na próxima, até porque provavelmente só ouviremos falar novamente desses esportes aqui no Brasil quando os patrocinadores tiverem novos interesses (crítica mesmo e daí?).

Pobre pobre pobre

Mais um caso corriqueiro em nossa história da aviação. A companhia aérea TOM, teve mais uma queda de seus aviões, porém, nada que assuste a população, já que o número de mortos nos acidentes aéreos ainda não superou o de veículos. Só no último feriado prolongado que caíram mais aviões do que acidentes automobilísticos nas estradas, mas isso é um caso isolado, normalmente a média fica equilibrada. A diferença é que dessa vez, mesmo a população já estando acostumada com várias quedas, uma história chamou atenção justamente por virar polêmica, é caso de uma família classe F da sociedade.

Dona Mercedes, que nunca teve dinheiro suficiente para usufruir de mais do que duas xícaras de café quente por mês, recebeu a notícia que seu marido estava entre os corpos de mais um rotineiro acidente aéreo, obteve a informação graças a um novo programa biológico do governo para controle de natalidade e obituários. O vôo 35468HGFTS655354OHBYJ46876546 da companhia TOM, que vinha de uma viagem de 30 minutos do outro estremo do globo terrestre, teve problemas novamente nas turbinas de freio e não conseguiu parar, acertou dessa vez algumas casas e prédios comerciais, um deles abandonado estava prestes a ser demolido, o que foi para os consultores imobiliários um grande adianto por parte da economia nas despesas de demolição.

Dona Mercedes e seu maridão, Seu Alberto, sempre foram muito amigos, amantes e unidos, apesar da condição financeira que não lhes permitia desfrutar de algumas regalias, mesmo que gratuitas, ela mal pode acreditar em tal notícia. Assim que tomou conhecimento pelos veículos de comunicação, desatou a chorar, foi um escândalo tão alto que chamou a atenção inicialmente dos vizinhos, depois dos amigos da comunidade, e não demorou muito para os gritos e o choro alcançarem as autoridades. Ninguém acreditava naquilo, diziam os vizinhos – como pode, todos estão tão acostumados com essas mortes em acidentes aéreos, isso não deveria ser nenhuma surpresa pra ela – e Dona Mercedes continuava o choro. Uma multidão se mobilizou com a tristeza da podre mulher, pobre mesmo. Para se ter noção da tristeza e da comoção, até as televisões quiseram cobrir a história e o governo para parecer mais simpático, exigiu que a companhia aérea devolvesse o corpo para Dona Mercedes, quem sabe a mulher não consegue vender pelo menos a aliança do casamento, mal sabiam eles que a aliança já havia virado alguns pratos de farinha na época de vacas gordas.

Com todo o sensacionalismo causado pela mídia, o caso teve que ser resolvido logo pela empresa responsável e por todas as partes envolvidas. Um mutirão de bombeiros e o pessoal da equipe de resgate começaram o cansativo trabalho de remoção dos 5.232 passageiros do avião. Coisa que deveria levar aproximadamente uns 5 dias, acabou demorando mais, devido aos outros milhares de corpos que estavam sendo encontrados entre os escombros das construções atingidas pelo acidente. Mas no meio dessa bagunça toda, em meio a tantas agitações nos noticiários, uma boa surpresa acontece. Um bombeiro descobriu o corpo de Seu Alberto, mas a surpresa era maior ainda, o defunto não pertencia aos passageiros do avião, foi encontrado na verdade, junto aos destroços das construções, bem exatamente onde era o lugar de um Motel, e pior ainda, foi encontrado grudado ao corpo de uma mulher. Com toda a cautela deram um jeito de passar a notícia para Dona Mercedes, que além de ser pobre, já não vinha muito bem da saúde, só que disseram para não se preocupar, provavelmente o marido só estava tentando salvar a pobre moça. Dona Mercedes após receber a notícia, entrou em um estado de calmaria sublime, cessou-se o choro e acalmaram-se os gritos, pode enfim ter certeza que nunca esteve errada, o filho da puta do seu marido podia ter outra mulher, mas no fundo no fundo nunca andaria de avião sem convidá-la.

Propaganda com os olhos do consumidor

Criar um conceito, uma campanha, um anúncio, um layout, um texto ou mesmo uma simples frase, não é somente pensar e ser criativo. A diferença se faz na capacidade de viver e sentir o público-alvo, na capacidade de entender os hábitos desse consumidor e na sensibilidade de poder ver com seus olhos.

Grandes nomes se consagraram no meio, justamente por ter esse feeling, algo desejado por muitos e inato de poucos. Não que isso seja impossível ou improvável de se alcançar, mas é mais difícil para aqueles que não querem enxergar. Nizan Guanaes é um bom exemplo de brasileiro que entende brasileiro. Bill Bernbach também é um exemplo. Além de bom entendedor de tendências, Bill foi responsável por grandes (enormes, quero dizer) mudanças nesse cenário.

Falar com o público certo é uma forma objetiva e rentável, mas não tão fácil como parece. A linguagem necessária para esse contato imediato, é proveniente de repertório e, sobretudo quando possível, de conhecimento de causa. Em opinião pessoal, as ações quando são criadas por olhos que têm o poder de ver para esses dois lados, dificilmente sofrem com resultados.

Exemplificando um pouco, coloco esta peça criada pela DPZ para o programa Reclame da Multishow, que com certeza pôde ser criada por alguém que já passou por essa etapa, ou ainda, alguém que convive diariamente com estagiários.
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Outros exemplos são estas peças criadas pela Mohallen Meirelles (referência em redação), falam perfeitamente com o público feminino e usam uma linguagem feita para esse público, o que só uma mulher poderia ter feito (a redatora Luciana Lins), dificilmente um homem conseguiria captar a sutileza da situação para criar um texto assim, que só é alcançado com os olhos do consumidor.
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Não ia falar mas falei

Prometi; prometi não porque eu não faço promessa; garanti pra mim mesmo que eu não escreveria explicitamente sobre as olimpíadas, mas está difícil.

Difícil porque, gosto muito da representação nacionalista daqueles atletas, independentemente de suas modalidades, categorias ou dificuldades. Gosto de poder ver a realização de alguém que passou por problemas para estar ali, que ralou muito e ganhou pouco (o pouco que cito aqui é comparado ao que ganha aqueles “craques” do futebol que não jogam por amor).
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São belas (porém poucas) imagens que temos para recordar dessa Olimpíada até agora, só o que a China já ganhou de medalha é quase o que o Brasil faturou na soma de todas as edições que participou. Mas é um quadro que eu acho que não sofrerá grandes alterações até o final da competição. Isso tudo por uma coisa, o Brasil “terceiromundista”, não está preparado para carregar um peso e uma exposição da mídia como “prováveis” favoritos.
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Thiago Pereira, garoto propaganda do Bradesco, todas as lentes na piscina esperando algo mágico, e quem rouba a cena com uma emocionante apresentação e comemoração? César Cielo (futuro garoto propaganda do Itaú hehe).
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Diego Hypólito, porta voz da comissão brasileira, garoto repórter da Globo, aparece em todas as lentes, e o que acontece? Chão.

E as atitudes se repetem nessa Olimpíada e na história do esporte, que até hoje não aprendeu que a diferença está em valorizar os atletas antes e não depois das competições. Daiane, Jade, Jadel, Ana Paula e Larissa, as seleções de futebol nas Copas do Mundo de 50, de 82 e de 2006; meu Deus, párem. Ainda temos o vôlei e o futebol feminino, esqueçam eles até a final por favor. Quem sabe não vem mais uma medalha de ouro.

Ponto de vista americano, só se for

Vamos falar mal mais um pouquinho do cinema “hollywoodiano”. Em ano de eleição norte americana, os filhos do Tio Sam, são capazes de tudo. Com o apoio em baixa da população ao governo, as produções cinematográficas são facilmente abordadas pelos jogos de interesses. Digo isso pelo recente lançamento em DVD (ainda bem que eu não assisti aquilo no cinema) do filme “Ponto de Vista” (Vantage Point, título original). A produção, apesar de tentar criar uma atmosfera agradável e de retenção, não passa de mais um filme de marketing político, fazendo-me lembrar muito do estilo de propaganda nazista (eu sei, apelei um pouco, mas só um pouco também).
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A trama gira ao redor (literalmente) do assassinato do presidente (?) Ashton, interpretado por William Hurt, que ocorre em um encontro de autoridades na Espanha. A cena é presenciada por uma multidão, entre repórteres, civis e a própria equipe de segurança presidencial. A mesma cena é vista, revista, “rerrevista” e assim vai, passando pelo ponto de vista (entendeu? Ponto de Vista), de todas as peças chave do longa, que vão desde a visão do turista estadunidense Howard, interpretado Forest Whitaker, que não passa de uma representação da figura do cidadão utópico americano (hipoteticamente cheio de determinação, interesse, curiosidade, coragem e heroísmo), até a do próprio “presidente dos sonhos” (um homem empenhado, preocupado com a população e pasmem, com os aliados).

Como me referi antes, apesar de tentar criar uma atmosfera agradável na tentativa de reter a atenção do público, diretor e produtor não foram felizes na execução do trabalho. Apresenta sim algumas cenas possíveis de acontecimento, mas em sua maioria pecam na montagem e nas, um tanto quanto cansativas retomadas da cena (o que poderia ser um pouco melhor aproveitado). Agora, para não dizerem que critico hollywood de uma forma incabível, vou dar um exemplo de uma boa produção, não muito distante da realidade que essa foi rodada.
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Leões e Cordeiros”, 2007, dirigido, produzido e atuado por Robert Redford, é o primeiro filme rodado pela United Artists no comando de Tom Cruise. Diferentemente de algumas tradicionalíssimas peças do cinema americano, o filme, apesar de alguns diálogos fracos (neste momento, saudades de Wood Allen), traz um olhar mais questionável sobre a real situação política, sobre assuntos como a manipulação da mídia por parte do governo para promoção da guerra, e da própria guerra. O filme é bom, não necessariamente um exemplo de boa filmagem, mas comparado ao anteriormente citado, pelo menos esse apresenta menos e melhores pontos de vistas.

Resultado Fazendo arte com Buddy

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Em Junho comentei por aqui sobre o concurso que a Microsoft criou em parceria com a Tilibra e o Banco Real. "Fazendo arte com Buddy" era um concurso destinado a promover o lado cultural, a proposta foi customizar o boneco ícone do MSN.

Bem, como todo concurso que falo por aqui, o objetivo agora é trazer o resultado. Já saíram os 3 ganhadores, o 3º lugar ficou com Rodrigo Borgues do Paraná, o 2º com Diego Perez de "Sampa" e o 1º lugar (realmente o melhor em minha opinião) ficou com Sirlei Oliveira de Souza Júnior de Minas Gerais.

Vale a pena passar por
rapidinho pra confererir.

Onde você costuma ter idéias?

Falar sobre idéias criativas não é novidade, principalmente aqui no PENATES. A questão é: onde elas costumam aparecer?

Há um tempo, uma campanha desenvolvida pela AlmapBBDO para a Panamericana Escola de Arte e Design brincou com essa questão, o filme mostra um cara que vive tendo idéias, mas infelismente só quando está no banheiro, um jeito diferente e legal de mostrar o conceito da canalização de criatividade (por sinal, a Panamericana quase sempre tem bons filmes).

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Continuando, outro dia estava na frente da TV zapeando e me deparo com um vídeo de um japinha (uma mistura de Jaspion com Magaiver) empilhando um monte de copos numa velocidade incrível, achei o vídeo interessante, mas como estava passando em um programa chato pra caramba, preferi continuar meu exercício de flexão de dedos.

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Estou falando isso porque vira e mexe as idéias realmente teimam em aparecer quando você menos espera, isso é bom, só é preocupante quando você está com pressa ou com o prazo acabando.

Bem, entrando nisso, quero comentar uma
campanha da Neogama/BBH, lançada para os canais ESPN e ESPN Brasil. Os vídeos mostram pessoas com habilidades exóticas e questionam o fato de elas não estarem nas olimpíadas, usando o mote "Olimpíada não é pra qualquer um”.

Muito bem pensado, os vídeos seguem com Kent B. French o batedor de palmas mais rápido do mundo, Gilberto Molenda que detém o recorde de "plantador de bananeira em baixo d'água" e, Steven P. com seu recorde de em-pi-lha-men-to de co-pos. Mais que droga, óbvio que eu fiquei puto, não por ter desperdiçado a sacada, mas sim por imaginar como alguém pode gostar daquele programa chato, claro (risos).

Design para quem gosta

Não há quem não resista a algumas boas idéias que vêm para facilitar as coisas do dia-a-dia. Mas, melhor que isso, não há quem não resista a idéias que além de resolver, fazem das coisas do dia-a-dia, objetos mais simpáticos e agradáveis. Não nego, eu adoro esses “trecos”, como diz um grande amigo, isso te dá “exclusividade”, e pensando por esse lado é legal mesmo.

Claro que quem gosta de exclusividade, nunca deixaria de gostar de lojas como Ikea
ou similares, sonhos de consumo quando o quesito é decoração.

Já que toquei no assunto de design, decoração e “trecos”, aqui vão dois exemplos bacanas. O primeiro são USBs personalizadas, estas da foto são da Banda The White Stripes (o casal vermelho e preto fundado em 1997 e classificado pela Revista Q como uma das 50 bandas para se ver antes de morrer), interessante, como será que ficaria uma Pen do meu lápis?
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O outro já é um pouco mais decorativo, não muito utilizado em nossa cultura, mas mesmo assim legal, um porta-facas alá Hitchcock. Mesmo sendo americano eu queria ter um.
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Mazelas sociais televisionadas

Ainda vivemos intensamente problemas sociais ridículos que são facilmente ofuscados pela mídia. Enquanto por um lado, manifestantes de boa paz e idealistas, promovem o bem estar social, pregam e rogam a igualdade nos direitos e clamam um grito de basta(!) na desigualdade, por outro, temos a mídia e alguns grupos sociais, nebliando e mascarando tais problemas.

Tudo muito bem arquitetado e muito bem planejado, tanto que, por muitas vezes, essas situações passam despercebidas aos nossos olhos; passam despercebidas não, passam camufladas pelas belas carinhas e pelas belas historinhas que nos contam através daquela caixa elétrica, que pré-define o que iremos comprar, consumir ou simplesmente descartar, popularmente apelidada de Televisor.

O trabalho infantil é crime por lei. No Brasil, a Constituição Federal de 1988, admite o trabalho, no geral, a partir dos 16 anos, com exceção, aos 14 anos na condição de menor aprendiz. A Convenção nº 138 da Organização Internacional do Trabalho, de 1973, fixa como idade mínima para o trabalho em geral, 15 anos, salvo o caso de países considerados pobres, onde a idade é reduzida para 14. A Convenção admite ainda a faixa de 13 a 15 anos para o trabalho considerado leve.
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Agora voltando às telas, vem a seguinte pergunta, esse “rostinho” nas manhãs de sábado que “diverte” na maioria das vezes o público infantil, o que é? Uma “criança” de 6 anos sendo “explorada” para o bem comum? Por que essa menina pode “trabalhar” como apresentadora e uma outra criança não pode trabalhar como vendedor? O que diferencia isso, o salário? Ou a ingenuidade dos telespectadores que acham natural os belos rostinhos impostos pela cultura de massa?

Não, não pára por aí os problemas sociais tratados contemporaneamente de forma natural. Desde 13 de maio de 1888, a forma escravista do trabalho negro, deixou de existir no Brasil, pelo menos legalmente. Desculpem-me caso algo passe despercebido, mas, nas últimas novelas produzidas, principalmente pela rede Globo de Televisão, quantos atores representantes de empregadas(os) domésticas(os) possuíam uma cor de pele fora dos padrões escravistas?

Não quero classificar isso como trabalho escravo, de forma alguma. O que quero é simplesmente comparar esse, o trabalho infantil e outras mazelas sociais que são apresentadas à nós, telespectadores da vida real, de forma clandestina, escondida, encoberta, oculta e disfarçada, nos fazendo assim, conviver com esses problemas como se fossem as coisas mais naturais do mundo.

Vamos acordar, levantar e debater questões pertinentes, deixemos de ser apenas teleouvintes, essa não é a hora de mudar de canal, essa é a hora sim, de desligar de vez o televisor da vida já quase real.

Propaganda inspirando propaganda #2

Dando seqüência a série, aqui vão mais duas peças inspiradas. A primeira foi produzida pela age. para a Olla e a segunda pela paranaense Jump Comunicação para UnaPrata. Não que uma tenha sido fruto da outra, esse espaço não vem para discutir isso, mas a intenção artística é muito semelhante.
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Sangue Negro

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Não ia comentar nada sobre o filme, uma porque eu demorei um pouco para assistir e outra porque não me chamou tanta atenção, mas como de costume, fui ler alguns comentários sobre a produção, só para saber o que a galera anda pensando a respeito do longa ou ver algumas críticas, aliás, isso só depois de assistir, não gosto ver o filme com uma opinião já formada.

Tá, vamos ao que interessa. Li algumas coisas sobre o filme ter sido comparado ao clássico Cidadão Kane de Orson Wells, o que achei um abuso, foi então que comecei a prestar mais atenção. Já que é para comparar vamos comparar.
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1º, eu não achei a interpretação de Daniel Day-Lewis digna de Oscar como foi, não ao ponto de ter tirado de Johnny Depp a estatueta por Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, belo musical e ótima fotografia.

2º, o filme apresenta uma história legal, não vou negar, mas os diálogos não são bons, não comparo nem aos filmes do grandioso Wood Allen, mas até o Batman tem diálogos melhores.

E 3º, a música. Criação de Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead, pesada, boa, estilo bate estaca, mas não conversa com o filme, tempo e época. Os elementos usados, se comparados ao que Mario Nascimbene usou em suas obras como por exemplo, “Mil Séculos Antes de Cristo” ou “Criaturas que o Mundo Esqueceu”, não ficam nem próximos.

É mais ou menos isso o que achei. Como disse, não ia comentar, só que não resisti. Recomendo o filme, mas não vá esperando nada de muito espetacular. Além do mais, Orson Wells deve ter ficado tão contente com as comparações, que quase voltou a vida para regravar a Guerra dos Mundos 2 (maldade hehe).

Duchampado

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Chegou recentemente ao Brasil a primeira exposição individual sobre Marcel Duchamp, “ Uma obra que não é uma obra ‘de arte’ “. A mostra reúne 120 peças do artista no MAM (Museu de Arte Moderna), que fica no Parque do Ibirapuera aqui em São Paulo. Junto com seus trabalhos, está uma outra exposição que traz artistas brasileiros influenciados por Duchamp, denominada “Duchamp-me”.

Ao lado de mestres como Dali e Andy Warhol, os trabalhos de Duchamp também me agradam. Artista radical francês que mudou muita coisa na forma tradicional de se ver e interpretar a arte. Através do período ready-made e outras intervenções (ousadas) propostas e impostas ao seleto grupo de artistas de sua época, Duchamp começou a ganhar espaço e visibilidade.

A exposição traz trabalhos interessantes e reflexivos, tirando os já conhecidos como A Fonte, Nu descendo a escada e a Roda, tive a oportunidade de ver algumas produções de Duchamp que dificilmente teria, destaque para a projeção Entr’act de 1924, feita em parceria com o cineasta René Clair, que apresenta sutilmente seu lado humorístico e sarcástico.

Apesar de o “original” não ser uma preocupação marcante de Duchamp, onde ele mesmo reproduzia cópias e reconstruções de seus trabalhos (o que pode ser visto na obra “Caixa-valise”, assinada por Marcel Duchamp e Rrose Sélavy “pseudônimo do artista”), a exposição traz muitas réplicas dos trabalhos originais, incluindo entre elas os mais famosos como citado acima, em minha opinião, um ponto negativo da exposição.

Tenho outros pontos negativos pra falar, mas sobre o ambiente externo, como por exemplo: o super interesse de visibilidade dos mantenedores e patrocinadores em promover a exposição principal sem a preocupação de monitorar e orientar o público leigo e variado que freqüenta a mostra, fruto de propaganda massificada; opostamente, o descaso da mídia com a exposição paralela, Duchamp-me, claro reflexo do baixo movimento no salão onde estão as obras.

Contudo, prefiro deixar esses pontos para segundo plano, prefiro deixar essas reflexões para momentos que permitam e construam tais discussões, prefiro não perder tempo falando de aspectos negativos. Quero na verdade, incentivar o lado bom, fomentar o que é válido e indicar programas interessantes, ou seja, quero fazer simplesmente a minha parte no meio do todo. Então, bom passeio e bom divertimento. Aqui vai mais uma dica, Duchamp-se.

Primárias do debate na Band

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Ontem (31/07), ocorreu na rede Bandeirantes, o debate dos candidatos å prefeitura de São Paulo e o que mais uma vez deveria ser uma troca de propostas, idéias e objetivos, virou uma troca de ofensas, acusações e mentiras.

Os candidatos que lideram as pesquisas, ou pelo menos os que aparecem mais no topo das intenções de votos (Marta, Alckmin, Kassab e Maluf), não fizeram nada mais do que reviver glórias passadas, acusar os concorrentes e pedir opiniões de seus projetos (jogar na cara) aos menos favorecidos.

Em contrapartida, elogiável a atitude da vereadora Soninha em comparecer ao debate de bicicleta, ganhando repercussão (até no Twitter) e pontos positivos.

Não só a atitude como o posicionamento da vereadora também foi digno, junto com Ivan Valente, candidato pelo PSOL, foram bem em suas colocações, claros nos argumentos e expuseram suas propostas com oportunidade e não com oportunismo.

Ainda é um pouco cedo (nem tanto, claro), mas eu já estava com algumas coisas na cabeça em questão de escolha, depois do debate de ontem, prestar atenção nas propostas e principalmente no discurso usado, serão pontos vitais na decisão de voto. E você, o que acha?