O Retorno

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A grande seca de 1932. Esse é o marco que deu início aos primeiros minutos da projeção.

Um documentário que acima de tudo, tem emoção; emoção essa gerada pelos personagens de uma vida miseramente real.

"O Retorno", esse é o novo filme de Rodolfo Nanni, professor e cineasta brasileiro. O documentário levou 50 longos anos para ser finalizado e chegou as telas nessa sexta (29/08). Uma mistura harmoniosa de problemas, imagens, músicas e sons traz para nós, um pouco de uma realidade que já estamos acostumados a conhecer, mas não a conviver.

Tive o prazer de acompanhar a "pré-pré-estreia" do filme na quarta (27/08) juntamente com um debate após a exibição, que contou com a presença do próprio Rodolfo.

O documentário inicial (de 1958) era para ser uma amostragem do sertão (apenas isso), mas não foi concluído. Agora, Nanni refaz o mesmo caminho percorrido e demonstra como a civilidade regrediu. Afirma que se as coisas estão do mesmo jeito há 50 anos, a verdade é que elas voltaram no tempo e não simplesmente estagnaram.

Sem um roteiro pré-formulado, compareceu ao árido sertão nordestino, começou e entrevistar pessoas e consequentemente, a construir sua história. Um emaranhado de casos, sonhos, esperanças e muitas dúvidas.

O diretor disse não ter tido a intenção de criar uma denúncia ao apresentar problemas de arrendamento de terras e políticos como, saneamento, saúde e educação. O que eu acho que realmente não havia necessidade, com uma bela fotografia e um ótimo enredo, a denúncia não precisava ser feita, ela se fez sozinha.

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