Lolita

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Incomparável. Acho que essa seria a palavra certa quando o que está em jogo são as duas produções de Lolita: o livro de Vladimir Nabokov e o filme de Stanley Kubrick.

Nada contra o trabalho de Kubrick, pelo contrário, linda fotografia e boa direção, sem contar que algumas interpretações ajudaram muito. Mas o livro, em minha opinião, fica um passo a frente quando colocados lado a lado. Acho, talvez, reflexo da única indicação ao Oscar em 1963, para Melhor Roteiro Adaptado.

O detalhe mais evidente que produziu essa diferenciação, foi a sensibilidade. Na obra literária, Vladimir consegue tratar o tema com um olhar delicado que permite ao leitor fazer parte da história de forma gradativa e densa, colocando Humbert, o personagem “pedófilo”, como vítima da “pequena” Dolores Haze (Lolita).

Essa capacidade intrínseca, acaba sendo diluída no filme, um pouco por conta de uma sutil frieza e outra por conta da minha subjetividade, que a essa altura já estava praticamente dentro do livro.

4 comentários:

Mauro Paz disse...

É a briga entre esses dois é difícil. NO entanto acho que nem dá pra considerar briga, são linguagens muito distintas. O importante é Lolita adorável e avassaladora nas duas obras.

Tiago F. Moralles disse...

Avassaladora, sem dúvida.

Zé Povim disse...

Caro amigo escritor e crítico literário: não se usa vírgula entre sujeito e predicado.

Tiago F. Moralles disse...

Obrigado caro amigo revisor.
Como sabe, pessoas que escrevem e pensam muito, às vezes não conseguem tempo para esses detalhes.