Cirque du Soleil

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Há um tempo, nem muito nem pouco; recebi uma indicação de leitura por uma amiga. Havia me dito que era um livro interessante, que falava sobre a criatividade das pessoas e as diferentes formas de empregá-la e exercitá-la; gosto de ler, então receber uma indicação serve facilmente como combustível.
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Se tem uma coisa que não me atrai muito é livro de auto-ajuda, não que eu nunca tenha lido, pelo contrário, acho que pra falar de alguma coisa precisamos e devemos conhecer primeiro (aquela velha história que sua mãe fala, “como você não gosta disso se nunca provou?”), tenho costume de ler muita coisa (quando eu digo muita, entenda variedade e não quantidade), até bula de remédio é absorvida.
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Tá, vamos lá. Quando comecei a leitura de Cirque du Soleil – A Reinvenção do Espetáculo não sabia ao certo se era um livro de auto-ajuda, se era uma narração de alguém que se aproveitou de uma oportunidade na vida para ganhar dinheiro ou só mais um passatempo. A verdade é que no decorrer das páginas, o relato traz a tona uma variação de experiências e acontecimentos vividos por um personagem que a beira do caos profissional começa a enxergar novas possibilidades.
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Não gosto muito de falar sobre as histórias de livros e filmes (mentira, estou falando isso para me controlar psicologicamente, pois se começo acabo contanto tudo), prefiro que as pessoas leiam e vejam, gosto sim de dar a minha opinião. No Cirque, as lições apresentadas servem de bagagem tanto pessoal como profissionalmente, tudo que é tratado no livro pode ser levado como algo a mais, pode ser posto em prática na vida de qualquer um e preservadas as devidas proporções pode ser empregado em qualquer situação.
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Confesso que eu mesmo tirei algumas coisas boas, o estímulo para a criatividade e a “injeção de ânimo” que é sempre bem vinda, são alguns exemplos. Foi assim que me atentei, com todo seu conjunto de metáforas bem elaboradas, frases modelos, lições de vida com início, meio e fim, o livro lembra muito aqueles de auto-ajuda que eu não gosto de ler, fato é que quando cheguei ao final de uma deliciosa leitura que me consumiu até as últimas páginas com imensa atenção e digo que por vezes até com risos, percebi uma coisa, ou ele está bem camuflado ou eu preciso mudar alguns conceitos como o próprio livro sugere “Um novo jeito de pensar”.
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Dica do assunto (Bia Ramsthaler)

FIFA Street 3

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Cabe aqui um comentário pessoal sobre o vídeo acima, desenvolvido pela Wieden+Kennedy e comentado já em alguns Blogs. Com uma cara viral que é característica por seus apelos visuais e atraentes, desenvolvido para a Electronic Arts divulgar o jogo FIFA Street 3, o vídeo atinge muito bem não só o diferencial do jogo que é conhecido por suas características ousadas, mas também o público, amante de um futebol arte.
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Gosto muito de comerciais (novidade) relacionados a games, esse carrega muita referência de alguns virais que já saturaram um pouco, os da Nike, por exemplo, com Ronaldinho Gaúcho (aquele craque dos vídeos e do Barcelona, porque na seleção). Com uma música agradável e um visual limpo o vídeo é bem trabalhado, só que me desculpem os amantes de FIFA, mas, salve o Winning Eleven.

Filho da mídia

Alberto adorava TV, principalmente os comerciais. Tudo que os comerciais vendiam ele comprava; produtos, serviços, móveis, imóveis e automóveis; novos, usados, batidos, quebrados e ultrapassados. Já foi de tudo um pouco, pescador, ator, artista, arteiro; locutor, humorista e banqueiro.
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Alberto só trabalhava em função dos comerciais, seu dinheiro acabava, porém, seu status crescia. Era anunciar um carro novo e ele logo dizia: - Vou comprar esse, sei que só vai durar um dia – com ele, conseguia mais amigos, com amigos conseguia indicações e com indicações, no emprego crescia, e assim mantinha seu vício; aos olhos dos outros, de consumir porcaria, e aos seus, de abraçar oportunidade que aparecia.
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O que Alberto mais gostava de consumir eram produtos que mexiam com os sentimentos e sensações. Uma vez anunciaram um protetor solar, dizia o locutor: - Você está sentindo sua pele queimar? Talvez não tenha se protegido direito neste verão. – Alberto mal esperou o cara terminar, só viu que produto era e foi logo arrumar, nem sequer viu o sol neste verão, mas já estava sentindo sua pele esquentar.
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O maior problema é que Alberto não reconhecia aquilo como doença. Por isso não aceitava ser medicado, tentou até sem solução, ir a um psicólogo para ser tratado. O que o pobre doutor não esperava, é que Alberto já havia visto um comercial que falava: - Não confie em médico que na Unibom não tenha sido formado.
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O tempo passava e aquilo se tornava um tormento para os familiares, quando achavam que ele ia parar porque na casa nada mais entrava, lá estava ele assinando um novo consórcio que na TV havia visto, nada mais adiantava, Alberto com uma nova casa agora maior, a família já até imaginava o que desta vez aguardava.
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Não demorou muito para Alberto adoecer, só foi anunciar na TV que uma epidemia de febre amarela chegava pra ficar e ele logo começou a se desesperar. Disseram no jornal que os sintomas eram graves, dores, febres e cansaço, logo ele que sempre foi um homem de aço, afinal, desde pequeno tomava seu Biotônico Fontoura na colher Tramontina, a melhor do pedaço.
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Um belo dia sentado em frente à TV e também com o rádio ligado, ao mesmo tempo em que viu uma propaganda dizendo que servia para quem já não enxergava mais nada, ouviu no rádio um anúncio para uma instituição que aos surdos ajudava, só para piorar, a energia acabou, ele ficou naquela situação, não ouvia e nem enxergava. Para os parentes uma alegria, afinal, um problema estaria resolvido, mas para Alberto, foi um tormento, todo dia pedia para Deus: - Por favor, me dê de volta pelo menos a minha visão, já que agora aprovaram uma lei em que os comerciais legendados serão.

Alô alô, planeta terra chamando

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Viajar para o espaço sempre foi o sonho de muitos mortais. Tanto que as viagens turísticas ao espaço foram iniciadas pela Space Adventures em 2001 com a visita do executivo Dennis Tito, a empresa já levou até o momento mais três afortunados a conhecer lá do alto o Planeta Azul (agora mais azul mesmo), isso tudo pela simples bagatela de 20 milhões de dólares.
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Uma nova e mais acessível idéia de viagem foi proposta por Richard Branson, dono da Virgin, por meio de sua nova empresa Virgin Galactic e da apresentação do projeto da nave-avião SpaceShipTwo; oferecer passeios turísticos ao espaço com o intuito inicial de que os turistas paguem somente 200 mil dólares cada, bem mais em conta, o problema é que farão vôos suborbitais, cerca de 100 km acima do nível do mar, a viagem durará em média duas horas e meia e os passageiros terão apenas cinco minutos em gravidade zero (que convenhamos, é a melhor parte).
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Toda essa expectativa ainda terá de esperar um pouco; mais de 200 pessoas já foram inscritas nos pacotes de viagens e com mais de 30 milhões de dólares em pagamentos adiantados, as viagens só têm previsão para serem iniciadas em 2009.
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Com esse sonho sendo alimentado na mente da população a cada dia, a Nestlé da França com uma mega ação para o Kit Kat tá desembolsando além de 400 mil euros em prêmios, 12 passeios em aviões a jato e 2 viagens ao espaço. A idéia além de ousada espero que seja rentável, afinal, se não der certo, pelo menos a equipe de Marketing tem uma viagem ao espaço garantida.

Rugas não

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Realmente você faz jus aos seus 454 anos. Sem rugas, mas com seus buracos e alguns sinais de imperfeição, não daria pra esconder. Parabéns São Paulo.

Eu sou a lenda do menchandising

Mais um trailer de ficção, irmão de “Madrugada dos Mortos”, “Extermínio”, “Resident Evil” entre outros. Com histórias parecidas e finais quase sugados uns dos outros, a única coisa que me atrai é a possibilidade de manter a atenção e até em certos momentos, criar um pouco de desconforto na frente de algumas cenas.
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Não diferente disso, “Eu sou a Lenda”, faz as mesmas coisas que os filmes já citados e até os outros não citados. Sua diferença é o protagonista Will Smith, onde muitas vezes os filmes com essas histórias não levam um ator com tanto nome, talvez aí, um dos pontos que possam indicar o fim de mais uma era de gêneros desse tipo.
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Bem, o que me fez escrever sobre esse filme não foi a história, não foi o ator, nem a ação ou a trilha sonora (diga-se de passagem, muito boa, Bob Marley), foi sim a foto abaixo.
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Super merchã do filme Batman vs. Superman que está vindo por aí com certeza (bola já cantada nos HQ's há muito tempo), questionado por jornalistas sobre a possibilidade, o diretor Francis Lawrence disse "Não tem qualquer informação privilegiada ou sinal de que este filme está por vir", mas convenhamos, será só uma brincadeira? Foi uma boa sacada que enquadra os cinéfilos de plantão bem no ato da cena (analogia pobre essa heim). Com algumas referências e alguns outros merchãs como qualquer outro filme, esse na verdade puxa um pouco mais a “sardinha” para o lado “Hollywoodiano”.
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Citado recentemente no Brainstorm9 uma ação da HP com a Fox dentro de um Trailer do filme “Jumper”, também usa uma estratégia interessante. Será que esse é um indício dos comerciais invadindo pra valer os filmes, não só com algumas ações propositais, mas com uma avalanche de anúncios? Não sei, mas torço para não prejudicarem a 7ª arte.

Jogo de Cena

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Como descrever um filme onde não há movimentação de câmera, não há nada mais do que uma dúzia de personagens e um diretor que não levanta da cadeira para ajustar enquadramentos a seu gosto? Como explicar a baixa iluminação, um único cenário e falas que duram mais de 100 minutos?
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Como falar de um filme que não apresenta efeitos especiais, um documentário sem trilha, sem um narrador que dá ordem aos fatos e sem uma personagem central? Como escrever sobre algo que não se consegue explicar, não se acha o início, o meio e nem o fim. Não se sabe onde começa, não se sabe quem representa, quem atua e quem fala a verdade. Na verdade, não se sabe muita coisa.
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Você começa a assistir achando que está entendendo e o que o diretor faz é deixar você sempre com um pingo de dúvida sobre quem é a verdadeira atriz. Você começa a deduzir quem está interpretando por conhecer aqueles rostos, aí pronto, vem o diretor e te confunde novamente, você sai da sala sabendo que foi sutilmente iludido e o pior, não consegue entender onde e como foi.
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É mais ou menos assim que me senti quando saí da sala após assistir o documentário Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho (que infelizmente está em cartaz só no Espaço Unibanco de Cinema), com uma trama muito boa e com maravilhosas interpretações (ou sei lá, histórias reais, nessa altura já não sei de mais nada), Eduardo leva a platéia a um estado de confusão, dosa os diálogos e retoma nossa curiosidade antes mesmo que você se canse por tanta fala.
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O documentário vale cada centavo pago, uma por ser brasileiro e outra pela qualidade do trabalho, mas cuidado, preste bastante atenção para não se perder, caso contrário, a única coisa que vai te restar é assistir mais uma vez. Tudo bem, confesso, me perdi algumas vezes, porém nada absurdo, dá até pra contar na mão do Lula (piadinha contextual).

Coca-Cola Clothing

Recentemente escrevi sobre a grife da Coca-Cola, não retomando o assunto, mas só acrescentando. Dia 10 de Janeiro de 2008 estreou o vídeo da primeira campanha publicitária, desde sua existência há quatro anos.
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Com o tema "Mundo Novo" e a assinatura "Conheça um Mundo Novo", a Coca traz, assim como no desfile de sua coleção, um clima old School e retrô. Nas palavras de Ricardo Fort, diretor de Marketing da Coca-Cola Brasil:
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O objetivo é apresentar essa grande inovação que é Coca-Cola Clothing. O filme, que é muito divertido, comunica isso muito bem. Por trás do clima despretensioso e irreverente, transmite uma mensagem da identidade da marca, valorizando a autenticidade, indo na contramão de tudo o que é muito óbvio. A idéia é apresentar um mundo simples, sem ostentações, onde as convenções são desafiadas e os jovens expressam seus desejos de mudança. Esse é o espírito Coca-Cola Clothing”.
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Uma ação criada pela JWT Brasil em versões de 2 minutos, 60 e 30 segundos, traz uma mistura de costumes, culturas e lugares. Confira abaixo uma das versões, para mais detalhes, downloads e interações, acesse o site Coca-Cola.

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Repetir ou inovar, eis a questão

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Comentar sobre a propaganda nazista renderia assunto para muitos posts, por isso farei um comentário sobre uma declaração que li recentemente feita por Joseph Goebbels, ministro da propaganda no governo Hitler, que apesar de todos os problemas ocasionados no seu regime, os quais já estamos cansados de discutir, Hitler produziu uma revolução no modo de alcance e disseminação da comunicação em massa.
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Goebbels com seu alto poder de retórica e um dos poucos com formação superior no regime, fez com que a população alemã tivesse uma boa visão sobre a ideologia nazista. Inicialmente não concordava com a forma de governo adotado por Hitler, chegou a ser comunista, odiava o capitalismo, a democracia e os judeus, achava que eram responsáveis pelas crises política e econômica, provavelmente aí, sua fraqueza para fazer parte do partido.
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Voltando um pouco; a declaração de Goebbels foi – “A igreja católica mantém-se até hoje, porque repeti a mesma coisa há dois mil anos” (nada de apologia anticristo, só um comentário, sei lá, vai que minha mãe lê esse post, aí, já viu né). Foi exatamente nesse ponto que parei para refletir. Será que a repetição é mais forte que a inovação?
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A briga constante entre inovar ou repetir se torna mais presente em nossa vida a cada novo dia. De um lado temos as Casas Bahia que adota a mesma linguagem de varejo, enquanto a IKEA sempre inova na sua abordagem. O Guaraná Antártica, a Fanta e a Pepsi, por exemplo, revolucionam suas estratégias de comunicação, enquanto a Dolly mantém a mesma há algum tempo, a família Sell continua com o refrigerante Pureza no Sul há décadas e o Guaraná Jesus que é comercializado no Maranhão já teve seus direito adquiridos pela Coca-Cola, tamanho o sucesso que faz na região, mas que também não saiu de lá e nem alterou significativamente suas estratégias após a compra.
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São inúmeros exemplos de marcas, tanto concorrentes diretamente como de produtos em seguimentos variados que aderem a diferentes práticas de comunicação, que de uma forma ou outra se encaixam em uma das definições. Não só a estratégia da marca, como também o que ela representa e seu posicionamento, temos a Microsoft como exemplo que passa um ar antiquado e com características mais conservadoras se comparada a Apple de Steve Jobs com uma cara totalmente jovial (a marca, não o Steve) e contemporânea, isso quando não, totalmente futurista.
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Aí fica uma questão, o que vale mais, manter o seu posicionamento invariável na mente dos consumidores a ponto de criar uma marcar forte e os vencer pelo cansaço ou inovar sempre e mostrar o seu poder de criação, mesmo que isso mude corriqueiramente suas estratégias e seus conceitos? Em minha opinião o meio termo às vezes é uma boa saída.

O que os olhos não viam o coração não sentia

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Preferi não opinar até o momento a respeito da promoção da Kibon, iPod no Palito, mas as tentações não me permitiram ficar afastado. Esses dias, tive acesso as fotos do produto em destaque enviadas por um dos 10 mil ganhadores ao Blog Brainstorm9, o que me fez concretizar e solidificar a boa sacada por parte dos criadores.
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Resumindo, a promoção foi desenvolvida pela Bullet que mantinha contato com a Apple desde Março de 2007 para garantir formas de conservação do produto a uma temperatura de - 20°C, para que não fosse percebido pelos consumidores dentro da embalagem e também para que o isolamento térmico fosse mantido.
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Com um alto investimento a Kibon colocou a campanha criada pela McCann-Erickson no ar no início de Janeiro, a promoção teve início no ponto de venda em 18 de Dezembro de 2007 e vai até Março de 2008. Os ganhadores que tiverem a alegria de achar um iPod Shuffle dentro de um picolé Fruttare, só precisarão entrar em contato com o 0800 da Kibon para solicitar os fones, o certificado de garantia, o manual de instruções e o picolé que comprou.
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Só lembrando aos ganhadores para não esquecerem que essa ação foi feita com muito custo, vontade e determinação por parte dos que a desenvolveram (Adriano Cerullo, Anna Karina Brockes e Mentor Muniz Neto), foram necessárias muitas assinaturas e aprovações, que houve muitas noites de sono e os ... tá, tudo bem, deixa pra lá, o que eles queriam mesmo é que você curtisse o prêmio, boa sorte.
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Dica do assunto (Flávio Franco)

"Toda ação gera uma reação"

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O Partido Comunista Chinês (PCC), composto hoje por mais de 70 milhões de militantes, colocará em vigor a partir de Junho/08 uma lei que proibi o uso de sacolas plásticas pela população. Não só o uso como a fabricação, a distribuição e a comercialização também estarão proibidas.
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A China é o país mais populoso do mundo e consequentemente o maior consumidor de tal produto, o que fica explícito nos números; consome cerca de 3 bilhões de sacolas plásticas por dia e gasta mais de 27 milhões de barris de petróleo por ano para refiná-las.
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Com essa proibição, o meio ambiente é o principal beneficiado juntamente com os catadores de lixo que provavelmente receberão incentivos para priorizarem o recolhimento desses materiais. Tudo muito bem até aqui, mas, e os fabricantes? Bem, sendo o país mais populoso, conseqüentemente o maior consumidor de sacolas, logo, a produção é alta. Quem vai redirecionar os trabalhadores do setor?
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Por esse ser um assunto tão interessante ao meio ambiente, por mostrar um pequeno passo perante a situação “claustrofóbica” do aquecimento global e assim sendo a China também um dos maiores poluidores ao lado dos Estados Unidos, é claro que a repercussão que isso ganharia pela mídia seria só positiva. Nada de falar dos produtores.
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Não diferente disso, o que o Sr. Prefeito (ironicamente, já que a democracia me permite) Gilberto Kassab fez em São Paulo com a lei cidade limpa, também teve visibilidade por parte da mídia com seu lado positivo e ainda repercute até hoje da mesma forma, já o que ficou abafado logo nos primeiros instantes após sanção foram os 20 mil desempregos diretos e os quase 100 mil indiretos que a lei produziu (tudo bem, isso é um assunto político e assuntos políticos devem ser discutidos de forma mais extensa).
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Uma passagem de Confúcio (nome atribuído ao pensador, mestre, filósofo e teórico político chinês Kung-Fu-Tze) nos Analectos, diz respeito sobre uma forma mais harmoniosa de governo, onde ele explica a um discípulo que para pôr à prova sua utopia de Estado, retificaria os nomes. Coisa que a China não parece mais se espelhar e obviamente, nenhum outro país, capitalistas já por sobrevivência.
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quando os nomes não são corretos, a linguagem fica sem sentido. Quando a linguagem fica sem sentido, nenhum assunto pode ser resolvido. Quando nenhum assunto pode ser resolvido, os ritos e as músicas secam. Quando os ritos e a música secam, punições e penalidades erram o alvo. Quando punições erram o alvo, as pessoas não sabem onde estão.
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É por isso que o mundo sempre busca uma saída para tantos e iminentes problemas, a começar por outdoors e sacos plásticos.

Moda ou Merchã?

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(Ação no Aeroporto Tom Jobim)
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Desculpem talvez minha ingenuidade, uma porque fiquei sabendo essa semana sobre a grife de roupas da Coca Cola, a Coca-Cola Clothing pertencente ao mesmo grupo da Colcci e da Sommer, e outra por ainda não ter dissolvido essa informação.
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Seria uma tentativa de “enriquecer” (calma) o portfólio da marca criando um novo segmento, ou nada mais do que uma ação “parasita” (como gosto de chamar), se apropriando de um meio ou segmento para promoção própria?
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O detalhe é que sua estréia nessa edição do Fashion Rio não agradou muito os presentes justamente por essa dúvida de qual era o seu real interesse, a não ser os atores Globais que ali estavam para aumentar a visibilidade. Fato é que a marca já faz planos mais altos para abrir sua própria loja este ano em algumas metrópoles.
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Acesse Psicodélico.a e saiba um pouco mais sobre o Fashion Rio (esse aqui é Merchã).

Cultural vs. Escultural

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A facilidade de comentar, falar ou redigir sobre algo que se tem conhecimento é incrível. Não que só devemos falar sobre o que conhecemos, a idéia é um efeito contrário, devemos conhecer um pouco de muito, para aí sim falarmos sobre assuntos diversos.
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Começou nesta Terça-feira (08/01) no Centro Cultural de São Paulo, uma ampla retrospectiva de obras do diretor americano Stanley Kubrick, a mostra será exibida até Domingo (13/01) com uma apresentação diária de três filmes, cada um em horários diferentes.
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O que disse de facilidade para escrever sobre assuntos os quais se tem conhecimento é traduzido aqui. No primeiro dia de apresentação assisti “Glória feita de Sangue”. Porém, o que quero escrever não é sobre as obras, afinal, quem gosta vai assistir e quem não gosta não vai querer ler a respeito. Quero falar sobre a praticidade de se absorver Cultura, uma exposição gratuita, uma sala de cinema com capacidade para 110 pessoas e um número quase contado de visitantes.
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Minha preocupação inicialmente era conseguir um ingresso para assistir a sessão, o que não houve na verdade muita dificuldade. O primeiro dia não trouxe muita gente - a questão é. Será que se essa apresentação gratuita reunisse uma “Boys Band” da moda, uma dupla de nádegas dançarinas ou um vocalista que faz discursos harmoniosos letrados com assuntos da periferia, não teria ocorrido maior repercussão, ou quem sabe um apoio da mídia?
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Não inferiorizando demais “culturas”, onde o cultural se perde para o escultural, onde o conteúdo dá lugar à beleza e o luxo ao lixo, mas, acho que o que falta na mente de uma boa fatia da população é a preocupação com o que se absorve, de onde se absorve e de qual forma se faz isso. Estamos acostumados a só tirar proveito daquilo que nos dizem ser proveitoso; falta em nós um pouco mais de senso crítico. Por isso aqui vai uma dica, fui à mostra, e tenho certeza que até o final da semana volto lá para ver mais algum filme.
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Dica do assunto (Rodrigo Itatani)

A viagem

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Maravilha. Tudo pronto para a viagem de final de ano. Uma longa espera chega ao fim. Meses de trabalho cansativo e estressante, as dívidas serão deixadas para trás e os maus momentos serão esquecidos. Agora, só a união familiar preocupa Carlos, quais os lugares turísticos vão visitar, quantas fotos vão bater, se vão comprar muitas lembranças para os parentes, cuidados com o calor do sol e não mais com o calor do escritório, preocupação só em comer e não precisar lavar os pratos. Porém, uma coisa Carlos não abre mão, sua mania de perfeccionista.
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Tudo parecia bem, até que no meio da estrada Carlos: – Esqueci alguma coisa! – A família não se atenta a tamanho problema que estaria por vir, mas Marta, a esposa, sabia que aquilo seria o fim da viagem, que segue igual para todos, só que agora, diferente para Carlos. Ele já não sente o vento no rosto, não vê mais o verde das árvores, não reconhece o cheiro das flores e nem percebe que a poluição da cidade não os acompanha mais. Com um caos em sua mente, ele refaz todos os passos desde quando acordou até quando saiu de casa e não consegue achar o que havia esquecido.
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As horas passam, uma agonia toma conta de Carlos que já não se diverte como a família. Gasta muito tempo revirando as coisas tentando descobrir o que seria, nada tira de sua cabeça que o que foi esquecido fará a diferença em suas férias. Os dias passam e Carlos está irreconhecível, acredita ter deixado em cima da mesa quando saiu de casa.
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A família num ato desesperador para ver a alegria de Carlos novamente, resolve também abdicar das férias para ajudar o pobre homem em sua busca. Todos sugerem nomes de possíveis coisas que ele poderia ter trazido ou quem sabe, esquecido de trazer. Nada, tudo em vão, a família não aproveitou as férias, os 360 dias de espera não foram supridos. Carlos então, nada de bom fez, sua mania perfeccionista compulsiva de ser o impediu de aproveitar os momentos com a família.
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Os dias acabaram e sem nada terem aproveitado, voltam tristes e cansados, sabem que vão enfrentar mais um ano inteiro de desgaste até uma nova oportunidade para viajar. Carlos retorna ainda com uma ponta de dúvida, terá que encarar seu trabalho estressante, novamente suas dívidas e os maus momentos, porém agora com uma convicção, está certo de que esqueceu de novo alguma coisa na volta para casa.

ONU

Novamente aqui, agora para falar de concurso. Recentemente a ONU (Organização das Nações Unidas), em parceria com o Youtube, teve a iniciativa de realizar um concurso para a WFP (World Food Programme), em português PAM (Programa Alimentar Mundial).

A WFP é a maior organização humanitária, fundado em 1963 ajuda mais de 90 milhões de pessoas no mundo, mais da metade delas crianças. Tem como objetivo, erradicar a fome e ajudar os destituídos a saírem da pobreza. A iniciativa do concurso é divulgar e conscientizar a população mundial, sobre o problema da fome, que é cada vez mais iminente.

A participação no concurso será através de um vídeo de 30 ou 60 segundos, que deve ser elaborado com o mote de combate a fome no mundo. Deve ser “Controverso, Chocante e Provocador”, deve ter conceito viral e para participar, você deve ser maior de 18 anos. O prazo para inscrição vai até Julho de 2008, isso mesmo, Julho, então a todos os interessados, o tempo é grande, porém nunca é demais para fazer um bom trabalho.

Contudo, seja breve, serão selecionados cinco finalistas, dos quais, o que obtiver o maior número de acessos até 16 de Outubro de 2008 será o vencedor. O prêmio para o primeiro lugar será uma viagem com acompanhante para um dos projetos da WFP, mas o destino não foi especificado no site. O vídeo ganhador também será utilizado como divulgação do projeto.

Para ver o vídeo que eles desenvolveram para a campanha e obter mais informações, acesse o site do concurso Hunger Bytes.