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Se tem uma coisa que não me atrai muito é livro de auto-ajuda, não que eu nunca tenha lido, pelo contrário, acho que pra falar de alguma coisa precisamos e devemos conhecer primeiro (aquela velha história que sua mãe fala, “como você não gosta disso se nunca provou?”), tenho costume de ler muita coisa (quando eu digo muita, entenda variedade e não quantidade), até bula de remédio é absorvida.
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Tá, vamos lá. Quando comecei a leitura de Cirque du Soleil – A Reinvenção do Espetáculo não sabia ao certo se era um livro de auto-ajuda, se era uma narração de alguém que se aproveitou de uma oportunidade na vida para ganhar dinheiro ou só mais um passatempo. A verdade é que no decorrer das páginas, o relato traz a tona uma variação de experiências e acontecimentos vividos por um personagem que a beira do caos profissional começa a enxergar novas possibilidades.
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Não gosto muito de falar sobre as histórias de livros e filmes (mentira, estou falando isso para me controlar psicologicamente, pois se começo acabo contanto tudo), prefiro que as pessoas leiam e vejam, gosto sim de dar a minha opinião. No Cirque, as lições apresentadas servem de bagagem tanto pessoal como profissionalmente, tudo que é tratado no livro pode ser levado como algo a mais, pode ser posto em prática na vida de qualquer um e preservadas as devidas proporções pode ser empregado em qualquer situação.
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Confesso que eu mesmo tirei algumas coisas boas, o estímulo para a criatividade e a “injeção de ânimo” que é sempre bem vinda, são alguns exemplos. Foi assim que me atentei, com todo seu conjunto de metáforas bem elaboradas, frases modelos, lições de vida com início, meio e fim, o livro lembra muito aqueles de auto-ajuda que eu não gosto de ler, fato é que quando cheguei ao final de uma deliciosa leitura que me consumiu até as últimas páginas com imensa atenção e digo que por vezes até com risos, percebi uma coisa, ou ele está bem camuflado ou eu preciso mudar alguns conceitos como o próprio livro sugere “Um novo jeito de pensar”.











